Pietro Mendes, presidente do Conselho de Administração da Petrobras, vai deixar a companhia para assumir uma diretoria na Agência Nacional do Petróleo (ANP), sendo indicado pelo Palácio do Planalto. A informação foi confirmada por uma indicação formal enviada à Casa Civil, com autorização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bruno Moretti, conselheiro da Petrobras e atual secretário de Análise Governamental do ministro Rui Costa, assumirá a presidência do colegiado da petroleira.
O governo também indicará o
advogado Benjamin Alves Rabello para ocupar a vaga que será aberta no conselho.
Rabello, marido de uma prima distante do ministro de Minas e Energia, Alexandre
Silveira, já havia sido indicado para o conselho no início deste ano, mas não
obteve votos suficientes na assembleia-geral da Petrobras, sendo preterido em
favor de Rafael Dubeux, secretário-executivo adjunto de Fernando Haddad no
Ministério da Fazenda.
Com as mudanças, o ministro
Alexandre Silveira cede espaço ao PT na Petrobras, mas fortalece sua influência
na ANP e na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Embora mantenha três
conselheiros na Petrobras, Silveira cede a presidência da companhia a Moretti,
que é vinculado ao partido do presidente. Além de Moretti, o PT também ocupa a
presidência da Petrobras com a CEO Magda Chambriard e Dubeux, da Fazenda.
Na ANP, Silveira indicará, além
de Mendes, seu secretário-executivo e servidor de carreira da agência desde
2006, Arthur Watt, para a diretoria-geral. O ministro também deverá emplacar
Gentil Nogueira de Sá Junior, seu secretário nacional de Energia Elétrica, para
uma vaga na Aneel.
A nomeação de Moretti para
presidir o conselho da Petrobras põe fim à controvérsia envolvendo Pietro
Mendes, que, além de comandar o colegiado da companhia, também ocupa o cargo de
secretário do MME. Esse acúmulo de funções gerou acusações e questionamentos
sobre possíveis conflitos de interesse, dado que a Petrobras, embora controlada
pela União, tem milhares de acionistas privados e interesses potencialmente
divergentes do governo federal no setor de petróleo e gás, área de atuação de
Mendes no ministério.
Gazeta Brasil

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