Parlamentares apoiadores do
ex-presidente Jair Bolsonaro exibiram uma foto de Domingos Brazão,
auditor-fiscal do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, fazendo
campanha para Dilma Rousseff
Uma sessão na Câmara dos
Deputados precisou ser encerrada após deputados de esquerda e de direita
brigaram mais uma vez em razão da discussão sobre a morte da ex-vereadora do
Rio Marielle Franco, assassinada em
2018. Parlamentares apoiadores do ex-presidente Jair
Bolsonaro exibiram uma foto de Domingos Brazão, auditor-fiscal do
Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, fazendo campanha para Dilma
Rousseff, provocando o entrevero. “Tá aqui quem mantou matar Marielle”,
disse Delegado Éder Mauro (PL-PA), enquanto exibia a imagem. “Vocês vão ter que
arrumar outro defunto para poder atribuir a Bolsonaro. Porque esse defunto que
está aí é de vocês.”
Enquanto deputados do PSOL,
partido da ex-vereadora, protestavam, Delegado Caveira (PL-PA) pegou a imagem
das mãos de Éder Mauro e exibiu na cara de Tarcísio Motta (PSOL-RJ). A
troca de ataques entre deputados de esquerda e direita se alongou. “Vocês vão para
a cadeia”, disse Tarcísio. “Vocês comunistas que mataram Marielle”, rebateu
Éder Mauro. Essa não é a primeira vez que o deputado provoca deputados do
PSOL usando o nome de Marielle. Há duas semanas, na Comissão de Direitos
Humanos da Câmara, ele falou que Marielle “acabou”, provocando um tumulto tão
grande que a sessão precisou ser também encerrada.
No domingo (24), por ordem
do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal deflagrou a Operação
Murder Inc, que prendeu de forma preventiva o deputado federal Chiquinho Brazão
(sem partido-RJ), seu irmão Domingos, conselheiro do Tribunal de Contas do
Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e o ex-chefe de Polícia Civil do Rio Rivaldo
Barbosa. Os três são suspeitos de serem os mandantes do crime.
Nesta terça-feira, a Comissão de
Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal do Brasil (CCJ) adiou a
votação sobre a chancela da Câmara à prisão do parlamentar, por um pedido de
vista de deputados do Novo, do PP e do Republicanos. A votação deverá acontecer
agora apenas em abril. Cabe ao colegiado e, depois, o pleno da Câmara aprovarem
a detenção de Chiquinho Brazão.
Por Jovem Pan
*Com informações do Estadão
Conteúdo

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!