A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap) permitiu a liberação de Peterson Luiz de Almeida, conhecido como Pet ou Flamengo, da unidade prisional José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio, no último domingo (29), apesar de ele ser alvo de um mandado de prisão preventiva.
Pet é apontado como um dos
líderes da maior milícia que atua no Rio de Janeiro, um grupo de crime
controlado por Luís Antônio da Silva Braga, também conhecido como Zinho. O
miliciano operou nos bairros de Sepetiba e Nova Sepetiba, na Zona Oeste.
O comparsa de Zinho foi detido em
30 de agosto, na Rodovia Presidente Dutra, próximo ao município de Paracambi,
Região Metropolitana do Rio. Ele enfrenta negociações de envolvimento com
milícias privadas e comércio ilegal de armas de fogo, com penas máximas que
podem chegar a 20 anos de prisão se somadas.
Em 26 de outubro, o Tribunal de
Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) converteu a prisão temporária do miliciano em
prisão preventiva, atendendo a uma solicitação do Grupo de Atuação Especial de
Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público. A 1ª Vara Criminal
Especializada em Organizações Criminosas da Capital aceitou a denúncia contra
Pet.
No entanto, a Seap afirma que não
foi informada sobre essa decisão. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, eles
notificaram a Seap por e-mail no próprio dia 26 sobre a prisão preventiva de
Pet. Portanto, o miliciano deveria ter aguardado o desfecho do julgamento em
regime fechado e não deveria ter sido liberado da prisão em 27 de outubro.
Horas depois, o nome de Peterson já constava no Cadastro Nacional de Mandados
de Prisão, conforme informações do TJRJ.

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