Forças israelenses ampliam
operações terrestres e intensificam os bombardeios no enclave palestino
O Exército israelense expandiu
suas operações terrestres na Faixa de Gaza nesta segunda-feira, 30, e o
conflito entrou em uma nova escalada com o anúncio de Israel de que suas tropas
chegaram nos arredores do enclave e os bombardeios foram intensificados. Os
tanques israelenses chegaram à estrada de Salahedin, a principal artéria do
enclave palestino e que o atravessa de norte a sul, e começaram a efetuar
disparos. Na sexta-feira, o Exército israelense anunciou que estava expandindo
as suas operações terrestres na Faixa e intensificou os bombardeios.
Questionado se poderia confirmar a chegada das tropas à estrada de Salahedin, o
porta-voz do Exército israelense, Daniel Hagari, evitou fornecer detalhes
durante uma coletiva de imprensa e disse apenas que estão “fazendo progressos
graduais”. “A atividade ofensiva irá intensificar-se de acordo com as
fases da guerra e dos seus objetivos”, antecipou.
Nos últimos dias, as Forças de
Defesa israelenses afirmam ter atacado 600 alvos em Gaza, incluindo armazéns de
armas, dezenas de lançadores de mísseis antitanque e esconderijos do grupo
islâmico palestino Hamas, que controla a Faixa. A guerra no Oriente
Médio entre Israel e
o grupo terrorista palestino Hamas chega
ao 24º dia e o conflito deixou 1.400 mortos, mais de 5.400 feridos em Israel e
239 reféns foram levados para Gaza. Já em Gaza o número de vítimas passou de
8.000 mortos e mais de 20.000 feridos. Nesta segunda, como consequência dos
ataques realizados nas últimas 24 horas, Israel informou que matou dezenas
de combatentes do Hamas, e quatro líderes do grupo islâmico também foram
abatidos, sendo um deles um comandante das suas forças navais. Segundo
um comunicado militar, um caça atacou um edifício “com mais de 20 terroristas
do Hamas em seu interior”.
Os falecidos, segundo o
comunicado, são Yamil Baba, comandante das forças navais do Hamas; Muhamad
Safadi, comandante de uma unidade de mísseis antitanque; Muwaman Hiyazi, um
destacado miliciano encarregado do lançamento de mísseis antitanque, e Muhamad
Awdalah, um miliciano do “departamento de produção” do grupo islâmico. As mortos desses comandantes se somam as outros 11 que já foram
abatidos desde o começo da guerra. Um avião também bombardeou um ponto
de lançamento de mísseis antitanques na área da Universidade de Al Azhar, local
que fica no centro da cidade de Gaza e é um alvo dos ataques de Israel desde 7
de outubro.
A ampliação das operações de
Israel aumenta a preocupação com os quase 2,4 milhões de civis palestinos que
vivem na Faixa de Gaza, um território sob “cerco total” desde 9 de
outubro. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou no
sábado que guerra será “longa e difícil”. A ONU calcula que quase 1,4
milhão de pessoas estão deslocadas dentro da Faixa de Gaza. A Agência das
Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) informou no
fim de semana que milhares de pessoas saquearam vários de seus centros de
abrigo em busca de farinha ou produtos de higiene.
A ONU indicou que os 10 hospitais
do norte de Gaza receberam advertências de evacuação de Israel, apesar da
internação de milhares de pacientes e da presença de 117.000 refugiados
buscaram proteção contra os bombardeios. Entre os pacientes há pessoas na
UTI, bebês e idosos conectados a sistemas de suporte vital. A Organização
Mundial da Saúde (OMS) afirmou que o alerta de evacuação do hospital de Al
Quds, na cidade de Gaza, é “muito preocupante”. “É impossível evacuar
hospitais loados de pacientes sem colocar suas vidas em risco”, afirmou o
diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Mohamed al Talmas disse que
está refugiado no hospital de Al Shifa em Gaza e relatou que “o chão tremeu”
com os bombardeios intensos.
*Com agências
internacionais
Por Jovem Pan


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