Parlamentares criticaram a
criação do Ministério da Pequena e Média Empresa, das Cooperativas e dos
Empreendedores Individuais, anunciado nesta terça-feira, 29
A oposição ao governo do
presidente Luiz Inácio Lula
da Silva (PT) tem criticado a criação
do Ministério da Pequena e Média Empresa, das Cooperativas e dos Empreendedores
Individuais, o 38º da estrutura ministerial. A Esplanada só não é maior do
que a da ex-presidente Dilma
Rousseff, que chegou a ter 39 pastas em 2015. Em rede social, o líder
da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL),
criticou a troca de cargos por apoio no Legislativo: “A forma espúria e
anti-republicana que o PT trabalha na construção de maioria penaliza a
população, a serviço de um projeto de poder”. O vice-líder da oposição na
Câmara, deputado Maurício
Marcon (Podemos), repudiou a criação de um novo ministério: “Serão
mais cargos, e mais gastos desnecessários, tudo isso para comprar apoio de
parlamentares. É triste ver partidos que se diziam de oposição aceitarem essas
migalhas para fazer parte do governo”. No Facebook, o deputado federal Aécio Neves (PSDB)
classificou como “absolutamente desnecessário” o novo ministério de Lula: “Esse
setor já é cuidado pelo Sebrae e por secretaria do Ministério da Indústria e
Comércio. Um ministério criado apenas para atrair novos aliados. Mais gastos,
mais superposição e menos resultado”.
Como já foi antecipado pela Jovem
Pan, a intenção do governo é entregar a nova pasta ao Progressistas,
provavelmente representado pelo deputado federal André Fufuca (PP).
Atualmente, as atribuições da pasta estão no Ministério
da Indústria, Comércio e Serviços. Já o Republicanos, que
também está prestes a entrar no governo, deve
ficar com o Ministério de Portos e Aeroportos, representado pelo deputado
Silvio Costa Filho (Republicanos). Além dos ministérios, Lula também
promete entregar a direção de outras repartições. O Progressistas deve ficar no
comando da Caixa
Econômica Federal e o Republicanos, com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
Em sua live semanal desta
terça-feira, 29, Lula declarou que a criação do ministério é motivada pela
vontade da população de empreender: “Nós também sabemos que tem muita gente que
não quer carteira assinada. Tá cheio de gente querendo ser empreendedor
individual, empreendedor coletivo (…) Um ministério específico para cuidar
dessa gente que precisa de crédito e oportunidade, esse é o papel do Estado,
criar as condições paras as pessoas poderem participar”.
Por Jovem Pan
*Com informações do repórter
André Anelli

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