Cláudio Castro se reuniu, na noite desta terça-feira (04/07), com outros chefes de Estado e parlamentares para debater sobre o texto, que deve ser votado nos próximos dias
O governador Cláudio Castro defendeu, nesta terça-feira (04/07), em
Brasília, mudanças no texto da reforma tributária, para que haja equilíbrio
federativo, e na estrutura do Conselho Federativo, que vai administrar a
arrecadação do novo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), unindo os impostos
estadual e municipal sobre o consumo. A declaração foi feita durante reunião
com outros chefes de Estado e mais de 190 senadores e deputados federais, para
discutir o relatório do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que deve ser votado
nos próximos dias.
Para o governador do Rio, o Conselho Federativo não espelha a representação
populacional e econômica das regiões Sul e Sudeste.
- Somos favoráveis à reforma tributária, porque o modelo que temos hoje
dificulta o crescimento econômico das regiões. Já o Conselho fere a autonomia
dos estados e o pacto federativo. No recorte do Cosud (Conselho de Integração
Sul e Sudeste), temos 56% da população, somos 70% do PIB nacional e 80% da
arrecadação de tributos federais. Por isso, tem que ser respeitado o critério
populacional. Não podemos gerar mais desigualdade. Existe um Brasil só. Temos
que nos unir, pensar na lógica colaborativa - ressaltou o governador.
Outro ponto questionado pelos governadores foi o Fundo de Desenvolvimento
Regional, que tem como meta financiar projetos de desenvolvimento que combatam
as desigualdades. Eles sugerem que o Fundo, de alguma maneira, represente os
desafios sociais de acordo com o tamanho das populações das unidades da
federação.
Novo imposto: como funcionaria
A previsão é que os atuais tributos (PIS, Cofins, ICMS e ISS) sejam
substituídos pelo IVA (Imposto sobre Valor Agregado) dual, sobre impostos
federais e estaduais. O IVA seria dividido em duas partes: o Imposto sobre Bens
e Serviços (IBS), que unificará o ICMS e o ISS; e a Contribuição sobre Bens e
Serviços (CBS), arrecadada pela União, que unirá o PIS e o Cofins.
Reunião
Além de Cláudio Castro, participaram da reunião os governadores Eduardo Leite
(RS), Eduardo Riedel (MS), Jorginho Mello (SC), Ratinho Júnior (PR), Renato
Casagrande (ES), Romeu Zema (MG) e Tarcísio Freitas (SP). O secretário de
Estado de Fazenda, Leonardo Lobo, também estava presente.
O evento foi promovido pelo Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul
(Codesul) e o Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), com apoio do Banco
Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

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