Supremo Tribunal Federal
determinou a prisão de Anderson Torres, ex-ministro do governo Bolsonaro, após
os atos do dia 8 de janeiro. FáTIMA MEIRA/FUTURA PRESS
Izalci Lucas esteve no Batalhão
da Polícia Militar no Distrito Federal e conversou com a Jovem Pan em
entrevista exclusiva para atualizar sobre a situação do ex-membro do governo
Bolsonaro
Após autorização do
ministro Alexandre
do Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mais um grupo de
senadores visitou o ex-secretário de Segurança do Distrito Federal, Anderson Torres, no
Batalhão da Polícia Militar capital federal. Em conversa exclusiva com a
repórter Luciana Verdolin, da Jovem Pan News, o senador Izalci
Lucas (PSDB-DF) afirmou que é necessário ter empatia com o ex-ministro da
Justiça — que se encontra preso há quatro meses — e considerou que o processo
legal de uma prisão preventiva seria de 30 dias. “Já vai para 112 dias e sem
perspectivas, sem saber o que vai acontecer”, pontuou. Segundo o parlamentar,
há disposição de Torres em falar e “dizer o que querem saber” às autoridades.
“Ele é advogado e tem o senso de justiça. Ele fica revoltado, óbvio, porque
qual o risco que ele corre neste momento da investigação? Nenhuma. Coloca
tornozeleira, prisão domiciliar, mas ele não pode ficar aqui a vida toda sem
saber o que vai acontecer”, pontuou. O senador estranhou que as visitas pudessem
ocorrer somente aos sábados e domingos – por determinação do ministro Moraes -,
já que os políticos voltam aos seus Estados nesse período e também ressaltou
que aguarda pela liberação de Torres “imediatamente”.
“É muito triste vermos a falta do
cumprimento do processo legal, não era nem para estar no Supremo este tipo de
coisa. Deveria estar nos juízes de primeiro grau, mas, mesmo no Supremo, é
preciso respeitar a Constituição”, disse. Por fim, Izalci informou que o Senado
Federal deve tratar a questão de maneira institucional e que, através da
colaboração de 42 senadores que assinaram um documento com um posicionamento,
buscam pressionar o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG),
para que este cobre dos ministros do STF o cumprimento das leis. “Temos que
buscar alternativas no plenário, para podermos, pelo menos, alertar a
população. As coisas que estão acontecendo colocam em risco a nossa liberdade,
vejo decisões sendo tomadas que são perigosas. A gente está com medo, ja vimos
esse filme na Argentina, com Cuba, com Venezuela. Será que esses são os países
que queremos seguir? Devemos ter muito cuidado”, considerou o senador.
Por Jovem Pan
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‘Torres está depressivo e mal consegue conversar’, diz senador que visitou ex-ministro na prisão
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