Segundo relatório, Irã e Arábia
Saudita lideram o ranking, com mais de 100 execuções cada; entidade aponta
falta de informações de países como China e Coreia do Norte
Um relatório divulgado pela Anistia Internacional mostrou
que o número de execuções cresceu
no mundo em relação ao ano passado e atingiu o maior patamar desde 2017, com
883 pessoas executadas. O relatório foi divulgado nesta terça-feira, 16, e
tem Irã e Arábia Saudita como
líderes do ranking. Entretanto, a organização reconhece que o número pode ser
ainda maior, já que o documento não leva em conta dados de países como China. O crescimento em
relação a 2021 foi de 53%, sendo que 20 países realizaram execuções oficiais, a
maioria no Oriente Médio e norte da África. Segundo a organização, os dados de
países como China, Vietnã e Coreia do Norte não foram incluídos por causa do
sigilo envolvendo os países. Apesar dos dados, a Anistia Internacional destacou
como um “vislumbre de esperança” o fato de que seis países aboliram a pena de
morte de maneira total ou parcial em 2022. Cazaquistão, Papua Nova Guiné, Serra
Leoa e República Centro-Africana aboliram a punição para todos os crimes,
enquanto Guiné Equatorial e Zâmbia não aplicam a pena de morte para crimes
comuns.
Segundo o relatório, o Irã
realizou 576 execuções, enquanto a Arábia Saudita registrou 196, sendo 81
em um único dia. O Egito completa o top 3, com 24 execuções, mostrando queda em
relação a 2021, quando foram realizadas 83. Os Estados Unidos são o único
país da América que aparece no topo da lista, com 18 execuções em 2022. Iraque
e Singapura registraram 11 cada, sendo seguidos por Kuwait (7), Somália (6) e
Sudão do Sul e Palestina, com 5 cada. Iêmen, Bangladesh e Mianmar registraram 4
cada, enquanto Belarus e Japão tiveram apenas um registro oficial. De acordo
com a Anistia, as estatísticas sobre Afeganistão e Síria são desconhecidas.
Por Jovem Pan
*Com informações da EFE

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