Após terem suas bagagens trocadas
por outras contendo drogas no aeroporto de Guarulhos e serem presas por 38 dias
no país europeu, Kátyna Baía e Jeanne Paolini buscam compensação da companhia
aérea
Casadas há 17 anos, a personal
trainer Kátyna Baía e a veterinária Jeanne Paolini passaram por um trauma ao
embarcar pela Latam para
uma viagem dos sonhos rumo a Frankfurt, na Alemanha. As duas tiveram
suas bagagens trocadas por malas contendo drogas no aeroporto de
Guarulhos e foram presas no país europeu. O encarceramento durou
quase 40 dias, entre março e abril, até
uma determinação do Ministério Público, que analisou vídeos enviados por
autoridades brasileiras que comprovavam a inocência de ambas, liberar a soltura.
O casal revela um descaso da Latam e irão pedir reparação pelos danos sofridos
pela prisão injusta. Em entrevista à Jovem Pan News, Kátyna revelou
que ambas ainda não conseguiram retornar ao trabalho: “Nós estamos fazendo
tratamento com psiquiatra, médicos do sono, fazendo tratamento para dormir,
dificuldades físicas e mentais. Os 38 dias passaram, mas eles continuam
repercutindo em nossas vidas. Nós sentimos que não temos atenção dessa
companhia aérea”.
“Foram dias de desgaste físico,
emocional e espiritual. Aquele ambiente é muito inóspito, é um ambiente
insalubre e conviver com presas de diferentes crimes em um universo que é
completamente diferente do nosso não faz o menor sentido para quem sempre
caminhou dentro da Justiça e regras da sociedade”, relatou a personal trainer.
Vale destacar que, o cuidado com a bagagem, a partir do momento que ela é
despachada no balcão de check-in é de responsabilidade da companhia aérea. “O
mínimo que a gente esperaria da companhia aérea era que nossa bagagem chegasse
com segurança e nós chegássemos com segurança. Nossas etiquetas foram trocadas
e nossas bagagens nós nem sabemos onde elas estão”, declarou Jeanne.
Kátyna também relatou os diversos
prejuízos que elas têm sofrido após serem vítimas deste crime: “Como nós ficamos
presas, os pagamentos que eram tudo via aplicativo o cartão de crédito virou
naquele crédito rotativo, nome no Serasa. Chegamos aqui devendo pessoas que
emprestaram dinheiro para pagar a advogada da Alemanha, devendo a advogada do
Brasil, uma advogada de Palmas que também fez parte do processo. Nós estamos só
no prejuízo até então”. De acordo com o casal, hotéis e passeios também já
estavam reservados e ainda estão sendo pagos, mesmo sem terem usufruído da
viagem. “Nós havíamos trabalhado muito para conseguir fazer esta viagem, e de
repente você sai de férias para se divertir e de repente você é presa em outro
país”, afirmou Jeanne.
Em nota enviada à Jovem
Pan News, a Latam diz que se solidariza com a situação e reitera que tem
colaborado com as autoridades no processo de investigação. A companhia ressalta
que está trabalhando em conjunto com os agentes aeroportuários e de segurança
no sentido de melhorar a eficiência no manejo dos milhões de volumes que são
transportados todos os dias em suas operações.
Por Jovem Pan

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