Acordo entre potências permite
que autoridades sul-coreanas tenham maior conhecimento dos planos de ataque dos
EUA
Os Estados Unidos e a Coreia do
Sul concordaram nesta quarta-feira (26) em aumentar sua cooperação de segurança
para lidar com possíveis ameaças nucleares da Coreia do Norte.
O acordo, conhecido como Declaração
de Washington e anunciado como parte da visita de Estado do presidente
sul-coreano Yoon Suk-yeol à Casa Branca, inclui a criação de um mecanismo de
consulta bilateral para que as autoridades sul-coreanas tenham "maior
conhecimento" dos planos dos EUA perante um possível ataque norte-coreano.
"Em muitos sentidos, é
inspirado pelo que fizemos com nossos aliados europeus durante a Guerra
Fria", explicou um funcionário de alto escalão do governo dos EUA em uma
conversa por telefone com jornalistas.
Além disso, Washington tornará
"mais visíveis" suas capacidades de dissuasão com a visita de um
submarino nuclear balístico à Coreia do Sul, algo que "não acontecia desde
os anos 1980", destacou a fonte.
Em troca, Seul concorda em não
prosseguir com o desenvolvimento de uma arma nuclear e em cumprir
escrupulosamente o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (NPT), que o país
ratificou em 1975.
Nesse sentido, o funcionário
americano defendeu a "conquista" que representa para os EUA o fato de
um grande número de países do Indo-Pacífico terem decidido renunciar ao
desenvolvimento de armas nucleares graças às garantias de segurança dos
americanos.
A segurança na região será um dos
temas que Yoon e o presidente americano, Joe Biden, discutirão hoje durante seu
encontro na Casa Branca, onde também falarão sobre o combate à mudança
climática e a cooperação em cibersegurança.
A de Yoon é a segunda visita de
Estado que Biden oferece desde que chegou à Casa Branca em 2021. A primeira, do
presidente francês Emmanuel Macron, aconteceu em dezembro do ano passado.
A ocasião também coincide com o
70º aniversário da aliança Washington-Seul e ocorre quando Washington busca
fortalecer suas alianças no Indo-Pacífico para conter a expansão da China.
Por Agência EFE

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