Grupos protestam pelo assassinato
de policiais e o domínio de gangues no país
Policiais bloquearam
ruas e invadiram o principal aeroporto do Haiti na quinta-feira 26. Os agentes
juntaram-se a manifestantes para protestar contra a recente morte de policiais
por gangues armadas que estão expandindo seu controle sobre a nação caribenha.
Conforme informações da agência
de notícias Reuters, os manifestantes também atacaram a residência
oficial do primeiro-ministro do país, Ariel Henry. Ele não estava no local, mas
voltou na quinta ao Haiti, depois de uma viagem à Argentina.
Além do aeroporto, que teve a
pista invadida, interrompendo o tráfego de aviões, vias importantes nos
arredores de Porto Príncipe foram bloqueadas com barricadas.
O grupo haitiano de direitos
humanos RNDDH afirmou em comunicado que 78 policiais foram mortos desde que
Henry chegou ao poder, em julho de 2021 — o premiê assumiu após o assassinato
do então presidente, Jovenel Moïse.
O grupo responsabiliza o
primeiro-ministro e o chefe da Polícia Nacional, Frantz Elbe, pelas mortes dos
agentes de segurança. “A história vai lembrar que eles não fizeram nada para
proteger e preservar a vida desses policiais que escolheram servir ao seu
país”, informou.
O Haiti, país mais pobre das
Américas, vive uma espiral de crises ininterruptas, que se acumulam em camadas
sociais, políticas, econômicas e humanitárias.
A ação de gangues, que na prática
detêm o controle de boa parte do território, está ligada a boa parte dessas
questões. Em 2022, a Organização das Nações Unidas registrou mais de 1,3 mil
sequestros no país — ações usadas por esses criminosos como forma de
financiamento — e cerca de 2 mil assassinatos.

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