Autoridades temem que haja
desabastecimento e alta de preços
Depois que a União Europeia e países do G7
aprovaram um limite no teto de gastos no preço do petróleo — US$ 60 —
autoridades começam a se preocupar com o congestionamento de navios em uma das
principais rotas comerciais do produto da Ásia para a Europa.
Na quinta-feira 8, 16 petroleiros
viajando para o sul do Mar Negro estavam esperando para cruzar o estreito de
Bósforo para o Mar de Mármara, um aumento de cinco em relação a terça-feira, de
acordo com um relatório da Tribeca Shipping Agency, com sede em Istambul.
Se o congestionamento não for
resolvido, a oferta global pode cair e fazer aumentar os preços, ou seja, o
efeito será inverso ao que planejava o G7 e a UE, ao impor mais essa sanção à
Rússia. Além de tentar reduzir o preço do produto globalmente, os dois blocos
também queriam reduzir os lucros da Rússia — principal exportadora de petróleo
— para investir na invasão da Ucrânia.
Além dos 16 petroleiros “presos”
no Mar Negro, outros nove navios-tanque esperavam para cruzar o Mar de Mármara
em direção ao sul pelo Estreito de Dardanelos até o Mediterrâneo.
Com a confusão nas hidrovias da
Turquia, os governos dos Estados Unidos e do Reino Unidos começaram negociações
com o governo turco para resolver o crescente impasse, já que a Turquia insiste
que os navios provem que têm seguro para cobrir as novas sanções, antes de
permitir que eles passem pelos estreitos que ligam o Mar Negro e o
Mediterrâneo.
“O Reino Unido, os EUA e a UE
estão trabalhando em estreita colaboração com o governo turco e as indústrias
de transporte e seguros para esclarecer a implementação do teto do preço do
petróleo e chegar a uma resolução”, de acordo com um comunicado do Tesouro do
Reino Unido.
Embora ainda não haja
desabastecimento, pode haver problemas em curto e médio prazo. “Esta é uma rota
muito popular em todo o mundo para o comércio global e especificamente para o
petróleo”, disse à CNN Jorge Leon, vice-presidente sênior de
análise do mercado de petróleo da Rystad Energy.
Países como Rússia, Cazaquistão e
Azerbaijão usam os estreitos turcos para levar seu petróleo aos mercados
mundiais de petróleo.
A autoridade marítima turca
afirmou, em um comunicado, que “a maioria dos petroleiros esperando para cruzar
o estreito são navios da UE e a maioria do combustível é destinada aos portos
da UE”.
Redação Oeste

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