Futuro ministro da Defesa disse
que 'se responsabiliza' por nomes
O futuro ministro da Defesa, José
Múcio, disse que foi até o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes,
para explicar a escolha dos novos comandantes das Forças Armadas. Tudo começou
depois de petistas antigos levantarem dúvidas sobre o general Júlio Arruda,
definido como o chefe do Exército a partir de 1° de janeiro. Para o PT, o
militar não é adequado.
“Disse a Moraes que me
responsabilizava pela escolha, e tenho absoluta certeza que fiz o certo”, disse
Múcio, em entrevista à GloboNews, na sexta-feira 9. “Arruda é uma pessoa
comprometida com o Exército e respeitado por todos.”
Múcio justificou os nomes dos
comandantes das Forças Armadas a partir de “critérios de antiguidade”. Além de
Arruda, foram anunciados o almirante Marcos Olsen (Marinha) e o brigadeiro
Marcelo Kanitz Damasceno (FAB).
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Na entrevista, o futuro ministro
da Defesa também cobrou do presidente Jair Bolsonaro (PL) uma “declaração para
desmobilizar apoiadores” que pedem um “golpe militar” contra Lula e defendeu a
“despolitização dos militares”.
“Evidentemente, precisamos
colocar as coisas em seu devido lugar”, afirmou Múcio. “As Forças Armadas são
instituições do Estado brasileiro, não de quem está comandando o Estado
brasileiro.”

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