Presidente do TSE não esclareceu,
contudo, o contexto da afirmação
O ministro Alexandre de Moraes,
presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disse nesta quarta-feira, 14, durante o seminário
STF em Ação, que “ainda há muita gente para prender”. O magistrado não
esclareceu, contudo, o contexto da afirmação.
A declaração foi proferida depois
de o ministro Dias Toffoli, também da Suprema Corte, comentar as prisões e as
multas aplicadas nos Estados Unidos em 2021, em virtude da invasão do
Capitólio.
“Quem imaginava que iria ter uma invasão do
Capitólio?”, perguntou Toffoli. “Lá, 964 pessoas já foram detidas, nos 50
Estados, acusados de crimes cometidos desde 6 de janeiro.”
Moraes aprovou a declaração do
colega de STF. “Fiquei feliz com a fala do ministro Toffoli, porque, comparando
os números, ainda tem muita gente para prender e muita multa para aplicar.”
Manifestantes reagem à prisão
de indígena
Na segunda-feira 12, Moraes
mandou prender o líder indígena José Acácio Serere Xavante, por dez dias, em virtude
de suposta participação em atos antidemocráticos.
O magistrado atendeu a pedido da
Procuradoria-Geral da República (PGR). Na decisão, Moraes sustenta a
“necessidade da garantia da ordem pública, diante dos indícios da prática dos
crimes de ameaça, perseguição e abolição violenta do Estado Democrático de
Direito”.
Ao examinar o pedido da PGR, o
ministro avalia que a conduta do indígena apresenta riscos à sociedade. “A
restrição da liberdade do investigado, com a decretação da prisão temporária, é
a única medida capaz de garantir a higidez da investigação”, argumentou.
De acordo com a Polícia Federal
(PF), Serere Xavante teria participado de manifestações antidemocráticas em
diversos locais de Brasília, como no Congresso Nacional, no Aeroporto
Internacional de Brasília, no Park Shopping e na Esplanada dos Ministérios.
Em protesto à prisão do indígena,
manifestantes atearam fogo em pelo menos dois ônibus e dez veículos. A tropa de
choque precisou intervir, e os policiais utilizaram bombas de efeito moral e bombas
de gás lacrimogêneo. Houve tentativa de invasão do prédio da PF, localizado no
início do Asa Norte, no centro de Brasília.
O leitor pode ler a reportagem
completa sobre a reação dos manifestantes ao clicar neste link.

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