Ex-ministro Antônio Palocci foi
delator da operação de combate à corrupção
O engenheiro civil Adhemar
Palocci, irmão do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, foi nomeado como
integrante do grupo de trabalho da equipe de transição de Minas e Energia do
governo eleito de Lula (PT). A portaria, publicada na quinta-feira 8 no Diário
Oficial da União, foi assinada por Geraldo Alckmin, vice-presidente
eleito e coordenador do grupo.
Adhemir Palocci é funcionário de
Furnas Centrais Elétricas desde 1987 e teve seu nome envolvido na Lava Jato em
2015. Ele foi apontado por Dalton dos Santos Avancini, ex-presidente da Camargo
Corrêa, como receptor de propina na Eletronorte, estatal federal relacionada à
construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. O caso não avançou.
Em 2005, dez anos antes da
denúncia da Lava Jato, Adhemar foi chamado para depor na Comissão Parlamentar
de Inquérito (CPI) dos Correios. Na época, os governistas conseguiram barrar a
convocação dele para explicar uma eventual ligação com a corretora InterBrazil,
empresa liquidada pela Susep em razão de irregularidades.
A empresa foi investigada por
ganhar seguros de estatais no setor elétrico, depois de contribuir para
campanhas eleitorais petistas em Goiás e no Brasil. Ele negou as acusações.

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