Ministro da Economia também
defende política de preços e governança da Petrobras, mas critica monopólio da
estatal
O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu
a aprovação da Proposta
de Emenda Constitucional (PEC) ‘das Bondades’ ao ser questionado
por deputados da Comissão de
Assuntos Econômicos da Câmara nesta
terça, 12. Para o ministro, a PEC será um exercício de responsabilidade fiscal
ao ‘transferir renda’ para os mais pobres num momento de inflação alta no
Brasil e no mundo. “São transferência de renda, não são subsídios para os
senhores senadores, ou para ministro, ou para o presidente da República, para
todo mundo usar petróleo mais barato. Isso seria um erro dramático do ponto de
vista de política econômica, seria socialmente regressivo, injusto com os mais
frágeis, seria irresponsável frente a gravidade da crise internacional que está
acontecendo”, afirmou o ministro.
Guedes ainda criticou o uso do
termo ‘PEC Kamikaze’ por alguns veículos da imprensa – no início de 2022, o
ministro chamou assim uma proposta que previa compensação aos Estados para reduzir
tributos; a proposta que tramita atualmente tem o mesmo número, mas o texto foi
muito alterado no Senado, antes de ir para a Câmara. “Não tenho a menor dúvida
de que sairmos, fugirmos, evitarmos a PEC Kamikaze de mais de R$ 120 bilhões
naquela ocasião por um programa agora de transparência de renda aos mais
frágeis de R$ 40 bilhões, que é um terço, foi um exercício de responsabilidade
fiscal, de consequência que o Congresso exerceu junto com o governo”, comentou
Guedes.
O titular da pasta da Economia ainda
foi questionado sobre a política de preços da Petrobras, que leva em
conta o preço internacional do petróleo e a cotação do dólar. No entanto,
Guedes apenas disse que a estatal é listada em bolsa, tem sistema de indicações
de conselho e diretorias e a governança é feita de forma adequada, então, não
teria muito o que falar sobre o modelo. Apesar disso, o ministro criticou
‘monopólio verticalizado’ exercido pela empresa em algumas áreas do setor de petróleo
e, embora não tenha sido claro sobre a privatização da Petrobras, disse que uma
desestatização não é questão ideológica, e sim de garantir investimentos, e
mencionou a atuação do governo nos últimos anos para privatizar companhias de
distribuição de combustíveis.
Por Jovem Pan

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