Em evento da Ordem dos Advogados
do Brasil, presidente do TSE também afirmou que ‘é hora de dizer basta à
desinformação’
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), Edson
Fachin, rebateu as declarações do presidente Jair Bolsonaro (PL),
nesta segunda-feira, 18, sobre as suspeitas de fraude na eleição deste ano e da
eleição de 2018 – à época, o então deputado federal venceu o ex-prefeito de São
Paulo Fernando Haddad (PT) no segundo turno. Durante participação virtual no
lançamento da Campanha de Combate à Desinformação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Paraná, o ministro disse
que há um “inaceitável negacionismo eleitoral” em curso. O magistrado ainda
ressaltou que ações no combate a desinformação são de extrema importância para
garantir a preservação da democracia.
Na tarde desta segunda-feira, 18,
o presidente Bolsonaro se reuniu, no Palácio do Planalto,
com embaixadores de diferentes nações para discutir sobre o sistema eleitoral
brasileiro. Durante o discurso de abertura do evento, o presidente falou sobre
as suspeitas de fraude da eleição de 2018. Em resposta, Fachin definiu a
acusação como “grave” e ainda citou que não foram apresentadas nenhuma prova.
“Quero dizer que é inaceitável negacionismo eleitoral por parte de uma
personalidade pública importante dentro de um país democrático. E é muito grave
a acusação de fraude, acusação de má fé a uma instituição mais uma vez sem
apresentar prova alguma. As entidades representativas como a OAB e a própria
sociedade civil, além da Justiça Eleitoral, em meu modo de ver, precisam fazer
ações como o evento de hoje, pois mostram que estão a fazer a sua parte na
garantia de que a democracia seja preservada. Importante a sociedade civil, as
cidadãs e os cidadãos, entenderem que este tipo de desinformação, se assim
prosseguir, somente pode interessar a quem não interessa. Por isso, creio que
precisamos nos unir e não aceitar sem questionarmos a razão de tanto ataque a
constitucional e também ataques pessoais”, comentou o presidente do TSE.
O ministro ainda esclareceu que o
TSE sempre esteve disposto ao diálogo, sem ataques, e reforçou o papel da
Justiça Eleitoral. “Neste tribunal e na minha gestão, sempre estivemos abertos
ao diálogo. Não contra-atacamos ninguém pessoalmente e nenhuma instituição. O
que nós rejeitamos é a falta de compromisso com a verdade. Aqui entre nós
sempre houve condução disciplinada e educadora, com intuito de informar o
eleitorado a proposta do processo eleitoral e a função e a capacidade do TSE e
da justiça eleitoral como um todo, para dar conta da missão de segurança,
transparência e eficácia. Mais uma vez a justiça eleitoral e seus
representantes máximos estão sendo atacados, com acusações que não têm
fundamento. Mais grave ainda é envolver a política internacional e também as
Forças Armadas nessa contaminação. Forças Armadas, cujo papel relevante, são
forças do estado e não do governo. É hora de dizer basta a desinformação e hora
também de dizer basta ao populismo autoritário”, finalizou.
Por Jovem Pan

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