Presidente da República citou
inquérito da Polícia Federal em andamento para levantar dúvidas sobre o sistema
eleitoral do país
O presidente Jair Bolsonaro (PL)
realizou na tarde desta segunda-feira, 18, uma apresentação aos embaixadores
brasileiros no Palácio da Alvorada para falar sobre o sistema eleitoral e
possíveis falhas nas urnas eletrônicas. Matérias de diversos sites de notícias,
bem como vídeos com manifestações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF),
foram vinculados na apresentação que contou com uma tradução para a língua
inglesa de todo o material divulgado. Intitulada de “Briefing com os
embaixadores“, o mandatário iniciou a sua exposição com a ressalva de que o
objetivo da sua manifestação era garantir “transparência e confiança” nas
eleições brasileiras. Em seguida, Bolsonaro citou novamente o caso da invasão
hacker no sistema do TSE – em que o invasor alega ter tido acesso aos
códigos-fonte da corte eleitoral e que conseguiu a senha de um magistrado.
“Hackers ficaram por oito meses dentro do TSE. Ao longo do inquérito, eles
poderiam alterar nomes de candidatos e transferir votos de um para transferir a
outros”, argumentou o chefe do Executivo.
O comandante do Planalto
aproveitou para declarar não saber o intuito do convite realizado pelo TSE,
através do ministro e presidente da Corte, Edson Fachin, a observadores
internacionais para atuação durante as eleições. Em tom crítico, Bolsonaro
disse: “No Brasil, não tem como acompanhar a apuração [das urnas eletrônicas].
Eu não sei o que vem fazer observadores de fora por aqui. Vão fazer o que se o
sistema é falho e inauditável?”. Ao falar sobre Fachin, o presidente da
República o classificou como o “responsável por tornar [o pré-candidato à Presidência] Lula elegível” e disse que
o petista era o candidato preferido do magistrado. Ao comentar sobre o
ministro Luís
Roberto Barroso, o chefe do Executivo argumentou que sua vaga no
Supremo Tribunal Federal foi designada pelo Partido dos Trabalhadores após sua
defesa ao terrorista Cesare Battisti. “Graças a isso, certamente, ele ganhou
confiança do PT”, disse.
O presidente Bolsonaro repercutiu
as investigações solicitadas pelo ministro Alexandre de Moraes sobre um suposto
vazamento de informações em um inquérito sigiloso da Polícia Federal –
no caso, o mandatário havia divulgado a íntegra de uma investigação ao suposto
ataque hacker ao sistema do TSE – e afirmou que as Forças Armadas jamais
participariam de uma farsa nas eleições. “Sei que os senhores [embaixadores]
querem a estabilidade democrática no nosso país, mas ela só será conseguida com
eleições transparentes e confiáveis”, ressaltou. Moraes também foi citado após
a veiculação de um vídeo onde o ministro afirma que o TSE irá cassar o registro
de candidatura daqueles que cometerem crimes eleitorais de propagação de
noticias falsas. “Não pode um magistrado ameaçar quem quer se seja”, opinou.
Em nota, a Secretaria Especial de
Comunicação Social do governo federal destacou que o encontro de Bolsonaro com
os chefes de missões diplomáticas teve o intuito de sublinhar o seu desejo de
“aprimorar os padrões de transparência e segurança do processo eleitoral
brasileiro”. O órgão também enfatizou que a prioridade do chefe do Executivo é
a de assegurar que a “vontade do povo brasileiro” prevaleça nas eleições de
outubro. Já o Tribunal
Superior Eleitoral esclareceu, em nota, que a invasão ao sistema
da corte eleitoral “não representou qualquer risco à integridade das eleições
de 2018”, já que o “código-fonte dos programas utilizados passa por sucessivas
verificações e testes, aptos a identificar qualquer alteração ou manipulação”.
Por Jovem Pan

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