Agência reguladora advertiu para
os impactos negativos à saúde
A Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa)
manteve a proibição da venda, da importação e da publicidade do cigarro eletrônico
— conhecido como Dispositivo
Eletrônico para Fumar (DEF) —, nesta quarta-feira, 6.
Os diretores da Anvisa
apresentaram o Relatório de Análise de Impacto Regulatório (AIR), documento que
trouxe dados sobre a toxicidade e os impactos negativos à saúde provocados
pelos cigarros eletrônicos.
Na decisão, a Anvisa levou em
conta o posicionamento de organizações internacionais médicas sobre o tema.
O debate sobre o tema, contudo,
deve continuar. Agora, a Anvisa estuda lançar uma consulta pública sobre os
perigos dos DEFs para a saúde. Espera-se ainda uma reforma na legislação atual,
em vigor desde 2009, que proíbe “a comercialização, a importação e a
propaganda” dos cigarros.
Perigo à saúde
Populares entre os mais jovens,
os cigarros eletrônicos fazem parte da vida de cerca de 20% de pessoas
entre 18 e 24 anos no Brasil, segundo um relatório da Covitel — pesquisa sobre
doenças crônicas não transmissíveis, emitido pela Umane, associação civil sem
fins lucrativos que visa a promover a saúde.
“O cigarro eletrônico tem uma
concentração maior de nicotina do que o cigarro comum”, adverte Maria Carolina
Ferrari, especialista em pneumologia pela Universidade Federal de São Paulo. “A
única diferença é que ele não tem o monóxido de carbono, já que não ocorre a
combustão e não precisa do fogo para acender.”

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