Órgão da Alesp se reúne para
leitura e votação de relatório que pede a perda do mandato após áudios
sexistas. Eventual punição precisará de aval do plenário
O Conselho de Ética da Alesp
(Assembleia Legislativa de São Paulo) deve votar nesta terça-feira (12) o
relatório que pede a cassação do deputado Arthur do Val (União Brasil) em razão
de áudios sexistas sobre mulheres ucranianas. O
texto, feito pelo deputado estadual Delegado Olim (PP-SP), será lido em
sessão marcada para as 14h.
Além do relator, o Conselho de
Ética conta com outros oito membros efetivos. O colegiado deverá votar o
relatório também nesta terça. Caso haja decisão pela perda de mandato,
temporária ou permanente, será necessária a aprovação da Mesa Diretora da Casa.
Em seguida, o caso segue para o plenário da Alesp, onde será necessário o voto
da maioria dos deputados para que Arthur do Val perca o cargo. A Assembleia
Legislativa de São Paulo conta com 94 deputados.
No total, o deputado foi alvo de
21 representações por causa de seus comentários. Ele disse, entre outras
coisas, que as mulheres ucranianas são fáceis porque são pobres. Em 18 de
março, o Conselho havia votado por unanimidade a favor da abertura do processo.
No relatório, Olim avalia que
houve quebra de decoro e que a divulgação dos áudios maculou a imagem da
Assembleia Legislativa, cabendo, portanto, a perda do cargo. "Este
processo conta com diversos núcleos de imputações à pessoa do Deputado Estadual
Arthur Moledo do Val, por infringência às legislações indicadas, especialmente
a Constituição Federal, a Constituição do Estado de São Paulo, o Regimento
Interno da Assembleia Legislativa de São Paulo e o Código de Ética e Decoro
Parlamentar."
Ex-namorada
A ex-namorada de Arthur do Val
Giulia Passos Blagitz prestou depoimento na última semana ao Conselho de
Ética, convidada como testemunha de defesa do deputado.
Indagada, entre outros assuntos,
sobre o que achou dos áudios sexistas que motivaram a abertura do processo de
cassação do mandato do parlamentar por quebra de decoro, Blagitz disse que os
condena e descreveu a atitude do ex-companheiro como “falta de respeito”.
Do R7

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