Fotos Divulgação
Contribuir com o desenvolvimento
econômico, gerando um turismo consciente e sustentável. É essa a proposta do
projeto “Caminhos de Rio das Ostras”, uma iniciativa voluntária que vem
atraindo cada vez mais moradores no propósito de conservação ambiental no município.
As ações seguem em fase de implementação em cooperação com a Secretaria de Meio
Ambiente, Agricultura e Pesca e têm o apoio da Secretaria de Desenvolvimento
Econômico e Turismo de Rio das Ostras.
O projeto, na verdade, é uma
Trilha de Longo Curso que une os principais atrativos naturais e históricos da
cidade. A proposta da trilha é promover todos os pilares de uma trilha de longo
curso que é a conservação, recreação, saúde, emprego e renda, tendo em vista,
se tornar um grande produto turístico.
Dentro desse contexto,
integrantes do projeto vêm reforçando as ações no município e contam com alguns
aliados. Nos dias 26 e 27 de janeiro, por exemplo, a equipe do Caminhos de Rio
das Ostras recebeu representantes da Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso
para uma visita técnica em uma das mais de 120 trilhas do projeto no Brasil, já
nos preparativos para o 1º Congresso Brasileiro de Trilhas que será realizado
pela Rede e o Governo de Goiás no mês de Maio, em Goiânia.
“Trata-se de um projeto nacional
e nesta visita técnica recebemos representantes de trilhas de várias cidades
não só para conhecerem a natureza e beleza cênica de Rio das Ostras, mas como
também os desafios ambientais que enfrentamos no município. Foi uma caminhada
pelos trechos 1, 2 e 5 dos Caminhos de Rio das Ostras que possuem sete trechos
da Rota Costeira e que contabilizam 30 quilômetros no Litoral Norte Fluminense,
no Estado do Rio de Janeiro”, pontuou o guia de Turismo e coordenador geral do
projeto Anderson Montanha.
Durante a caminhada, além do
coordenador, participou da ação a equipe do projeto formada pela representante
da Prefeitura Municipal de Niterói, Amanda Jevaux; Paula Rascão do eTrilhas;
Aline César, da Secretaria de Turismo de Macaé; Thaís Gonçalves, da operadora
Thaia Tour; Marcelo Maycom, fotógrafo e voluntário; e Cristiane Martins, uma
turista de férias na região. Juntos, eles cruzaram mais de 16 praias que
contemplam as belezas da Área de Relevante Interesse Ecológico de Itapebussus,
o Monumento Natural dos Costões Rochosos e algumas praias do centro da cidade,
após a foz do Rio das Ostras.
TRAJETO – No primeiro
dia de visita técnica, os participantes foram informados sobre o processo de
sinalização das unidades de conservação abrangidas pelo Caminho de Rio das
Ostras, que já conta com diversos totens e as pegadas em amarelo e preto com
elementos que representam a Trilha de Longo Curso: baleia e ostra, onde traz a
concha da ostra que leva o nome da cidade e a baleia em função da passagem do
animal pelo seu litoral em tempos de reprodução, e pelo monumento turístico na
Praça da Baleia.
Ao longo do trajeto, os
participantes puderam contemplar os misteriosos atrativos, chamados de
Petróglifos de Itapebussus. Estes são imagens geometrizadas e representações
simbólicas, geralmente associadas, que registram fatos e mitos, gravadas nas
rochas das paredes internas e externas de cavernas ou rochas.
Depois os visitantes conheceram
de perto a geodiversidade da região composta por rochas de formação barreiras,
que se estende por quase todo o litoral e o Domínio Tectônico do Cabo Frio que
abrange os municípios de Búzios e Arraial do Cabo, incluindo o Arquipélago de
Santana, em Macaé.
Segundo o coordenador Anderson
Montanha, Itapebussus, com sua estrutura linear de grande escala, gera várias
condicionantes formando pequenas penínsulas e assim, apresenta uma variedade de
rochas. “As rochas que a compõem possuem idade de aproximadamente dois bilhões
de anos e representam um acontecimento de grande porção de pressão e
temperatura que direcionou as suas camadas conhecidas como metamórficas; um
verdadeiro cenário composto por texturas e cores vibrantes”, completou.
As Lagoas de Itapebussus e
Salgada foram o destino final da caminhada, após nove quilômetros percorridos.
Já no segundo dia, o ponto
de partida foi na Praça da Baleia, localizada no trecho 2 do Caminho de Rio das
Ostras, de onde o grupo seguiu para o Monumento Natural dos Costões Rochosos e
para as Praias das Areias Negras, Virgem e Joana, completando a caminhada na
foz do Rio das Ostras e nas praias do Centro, Praia da Boca da Barra, Praia do
Cemitério e Praia do Centro.
Após a finalização do trecho, a equipe seguiu para Reserva Biológica União para
uma visita guiada. A atividade na reserva teve como objetivo conhecer a Trilha
Interpretativa Inclusiva do Pilão.
“A visita também serviu de base
para o levantamento de informações técnicas, produção de fotos e conteúdo para
serem exibidos no App eTrilhas, a plataforma oficial da Rede Brasileira de
Trilhas. Todo esse material vai servir de análise para reforçar novas ações em
termos de conservação e sustentabilidade nessas áreas protegidas”, ressaltou
Anderson.
OUTRAS AÇÕES - No dia
18 de janeiro, a equipe do Caminhos de Rio das Ostras também realizou uma ação
de sinalização e vistoria com os voluntários no Trecho 5 que corresponde a Área
de Relevante Interesse Ecológico de Itapebussus, e foi identificada a remoção
de alguns totens que são os mourões de madeira usados para sinalização. Foi
identificado que além da remoção, outros foram usados para colocar fogo, algo
que também é proibido na unidade de conservação.
“Já é comum encontrarmos carros
adesivados ou moradores e voluntários usando a camiseta do projeto, isso
significa algo promissor para nossa cidade, contudo, existe uma preocupação com
a manutenção de nossas ações. Pela experiência que vivemos, o vandalismo é um
dos problemas. Nesse caso, a conservação dos totens é muito importante. A
gestão voluntária faz um trabalho de sinalização e monitoramento, mas é preciso
conscientização e incentivo para a não remoção dos totens ou uso indevido desse
material, que é a sinalização adequada nas áreas protegidas e ajuda a manter o
conceito do nosso projeto”, finalizou o coordenador.
O Caminhos de Rio das Ostras
segue fazendo alianças e parcerias, tem apoio de dezenas de voluntários, e
também das Secretarias de Meio Ambiente e de Desenvolvimento Econômico e
Turismo, além do ICMBio e INEA.
Voluntários que desejam
participar das ações de manutenção e conservação da trilha, podem entrar em
contato pelas redes sociais:
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