"A advocacia brasileira não glamourizar o crime, o criminoso, a injustiça, a impunidade e a corrupção”, diz a carta.
Nesta terça-feira (18), um grupo
de 1143 advogados de todo o Brasil publicou uma carta de repúdio ao Grupo
Prerrogativas, que se tornou conselheiro jurídico do ex-presidente Lula. A nota
faz duras criticas às declarações proferidas durante um jantar em prol do
petista, realizado em 19 de dezembro de 2021, em São Paulo, pelo Prerrogativas.
O advogado Alberto Toron afirmou
no evento que “Lula é o símbolo mais elevado da Justiça”. Já o advogado Antonio
Claudio Mariz disse que “se o crime já aconteceu, o que adianta punir, que se
puna, mas que não se ache que a punição irá combater a corrupção”. Lula foi
condenado na Operação Lava Jato, chegou a ficar preso por 580 dias, mas foi
solto após o Supremo Tribunal Federal ter mudado o entendimento sobre prisão
após segunda instância. Posteriormente, o Supremo anulou as condenações de
Lula, mas não absolveu o petista.
“A advocacia brasileira não
glamouriza o crime, o criminoso, a injustiça, a impunidade e a corrupção”,
disseram os advogados contrários ao Grupo Prerrogativas. “A maioria dos bons
advogados primam pela correção de atitudes, pela ética, pela moralidade,
respeito às leis e à justiça”, rebateram em nota.
Segundo os juristas que se opõem
ao Grupo Prerrogativas, as falas são uma “afronta ao bom senso e tem como
condão criar uma fantasia absurda”. “A afirmativa não se sustenta perante seus
pares de profissão e nem ao crivo da crítica da sociedade que não se deixa
enganar com falsa verdade”, destacaram os signatários na carta.
O Grupo Prerrogativas se define
como um “um espaço para troca de ideias e opiniões, sempre com uma visão
progressista, formado por juristas, advogados, juízes, professores, promotores
e defensores públicos.”
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