
No mês passado, prefeitura e Ministério da Saúde vacinaram
moradores de Paquetá. Foto: Daniel Castelo Branco
Fiocruz
realizará mutirão de imunização no Complexo da Maré, entre os dias 29 e 1º de
agosto, com apoio da Secretaria Municipal de Saúde
Rio - O
gigantesco Complexo do Maré, na Zona Norte do Rio, aguarda ansiosamente o fim
de julho. A Fiocruz, com apoio da Secretaria Municipal de Saúde, irá realizar
uma vacinação em massa na comunidade entre os dias 29 de julho e 1º de agosto.
A meta é vacinar todos os moradores maiores de 18 anos de uma só vez.
"A
pesquisa tem articulação com a Rede Maré, ONGs e associações de moradores. O
objetivo é vacinar 31 mil pessoas em três dias. Vamos contar com apoio de mais
ou menos mil profissionais de saúde e a gente espera que, com essa
força-tarefa, a Maré seja um case para a efetividade da vacina", explicou
o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.
A intenção é
fazer uma vacinação no mesmo modelo da que foi realizada no mês
passado em Paquetá,
pela prefeitura, e na Ilha
Grande, no Sul do Estado. Nesses locais, pessoas maiores de 18 anos que
ainda não tinham sido vacinadas receberam a imunização em um mutirão realizado
em um só dia. A Maré, demograficamente muito maior, reúne 17 favelas.
A prefeitura do
Rio vai antecipar mais uma vez o calendário de vacinação contra a covid-19.
Dessa vez, o calendário foi adiantado em 12 dias, terminando a imunização de
toda a população adulta em 18 de agosto. Em 34 dias, todos os cariocas vão ter
recebido pelo menos a primeira dose de alguma das vacinas contra a
doença. O anúncio foi feito na quinta-feira, em uma transmissão ao vivo
nas redes sociais do prefeito Eduardo Paes.
Na transmissão,
Paes disse que adolescente também vão ser beneficiados com a antecipação. O
grupo, que contempla idades entre 12 e 17 anos, vai receber a primeira dose da
vacina da Pfizer a partir de 23 de agosto. O calendário para esse público
termina em 10 de setembro, com uma repescagem para todas idades. A cidade do
Rio foi a primeira a anunciar a vacinação de menores de idade.
Já as doses de
reforço para os idosos vão passar a ser oferecidas no mês de outubro. O
secretário disse que, caso haja uma queda de imunidade da população de 80 anos
ou mais, que ainda é analisada, o reforço chega aos idosos de 80 ou mais em
outubro, em 70 ou mais em novembro e 60 ou mais em dezembro. "É uma
decisão super importante, mas está em discussão. É uma população que tem mais
dificuldade para produzir anticorpos. Ainda está em análise, mas é importante
que a gente se planeje", declarou Soranz.
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