
Presidente do Haiti Jovenel Moise foi morto em um
ataque à residência oficial em Porto Príncipe.
VALERIE BAERISWYL / AFP
Comissário
Jean Laguel Civil é suspeito de envolvimento no complô que matou Jovenel Moise
dentro da residência oficial
A Polícia Nacional do Haiti anunciou na segunda-feira (27) a prisão do coordenador de segurança do presidente Jovenel Moise, dentro da investigação do assassinato do chefe de Estado, ocorrido este mês.
O comissário
Jean Laguel Civil está preso na cidade de Delmas. Ele é suspeito de envolvimento no complô que
levou à morte de Moise em sua residência pelas mãos de um comando armado.
"Confirmo que Civil foi detido hoje pela polícia,como parte da
investigação sobre o assassinato", disse à AFP a porta-voz da polícia,
Marie Michelle Verrier.
O comissário do
governo de Porto Príncipe, Me Bed-ford Claude, já havia pedido aos serviços de
migração que proibissem quatro agentes da polícia nacional haitiana,
responsáveis pela segurança do presidente assassinado, de deixar o país. Além
de Civil, tratam-se do comissário Dimitri Hérard, chefe da Unidade de Segurança
Geral do Palácio Nacional (USGPN); o comissário Léandre Pierre Osman, chefe da
Unidade de Segurança Presidencial (USP); e o inspetor-chefe Amazan Paul Eddy,
chefe da unidade de elite responsável por proteger o presidente.
Também no
âmbito da investigação do magnicídio, a polícia emitiu hoje um aviso de busca
contra Wendelle Coq Thélot, juiz do Tribunal de Cassação, máxima instância
judicial do país. Ele havia sido destituído por Moise.
O novo
primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry, prometeu levar os assassinos do
presidente à Justiça. Até o momento, a polícia haitiana prendeu cerca de 20
mercenários, a maioria colombianos, e afirma ter descoberto um complô
organizado por um grupo de haitianos que possuem ligações com o exterior, mas
muitas perguntas permanecem sem resposta.
Por AFP
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