
Ministério Público cobra prisão preventiva
de Almeida. SANDRO PEREIRA/FOTOARENA
Solicitação
considera suspeitas pessoas que furaram a fila da vacinação contra a covid-19
na capital do Estado
O Ministério
Público do Estado do Amazonas pediu nesta quarta-feira (27) a prisão preventiva
do prefeito de Manaus, David Antonio Abisai Pereira de Almeida (Avante) e da
Secretária Municipal de Saúde, Shadia Hussami Hauache Fraxe, devido à condução
da pandemia do
novo coronavírus na capital.
A solicitação,
assinada pelo desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos, cobra também o
afastamento de Almeida do cargo diante das suspeitas pessoas que furaram a fila
da vacinação contra a covid-19 na capital. De acordo com o Ministério
Público, Almeida e Shadia também tentam esconder os atos de nomeação de 10
médicos.
Os pedidos de
prisão surgem no momento em que o Estado vive um colapso no sistema de saúde
devido ao avanço da pandemia e sofre com a suspeita
de pessoas que furaram a fila da vacinação, o que motivou a suspensão
da entrega das doses da vacina Oxford/AstraZeneca para o
município.
Em nota, a
prefeitura de Manaus diz estar "profundamente indignado" com o que
classificou como "atuação ilegal e arbitrária" dos membros do
Gaeco (Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do
Amazonas. "A medida cautelar foi rejeitada pelo Poder Judiciário estadual,
de forma correta, principalmente por não ter havido qualquer ato realizado pelo
prefeito", afirma.
Almeida também
aponta que "não há o menor indício de desvio de recursos públicos, ato
lesivo ao erário ou repercussão criminal" e reitera a confiança no Poder
Judiciário, nas instituições e na gestão transparente da cidade de Manaus.
Também foi
requerido na ação o afastamento do Subsecretário da Secretaria Municipal de
Saúde, Luiz Cláudio de Lima Cruz, e dos assessores Clendson Rufino Ferreira e
Stenio Holanda Alves, com a proibição de comparecimento à prefeitura e à
Secretaria de Saúde.
O pedido de
prisão expõe que 10 médicos foram contratados por Almeida para receber uma
remuneração de R$ 9.000, valor superior ao pago aos temporários na função.
Segundo o Ministério Público, a ação configura a prática de peculato.
Com o objetivo
de localizar supostas trocas de mensagens entre os envolvidos nas acusações, o
Saraiva pede o busca e apreensão dos celulares de funcionários da prefeitura,
da Secretária de Saúde e dos médicos contratados.
"Assevera
que tais determinações de busca e apreensão de aparelhos celulares devem ser
autorizadas na forma pessoal e domiciliar, com o fim de garantir a eficiência
da medida, com o estrito objetivo de apreensão dos aparelhos", observa o
desembargador.
Do R7
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