
Bolsonaro: "Temos que aprender a conviver com
a covid". JOÉDSON ALVES/EFE - 16.12.2020
Presidente
disse que conversou sobre o advogado-geral da União sobre a divisão dos R$
500 milhões que serão recuperados
O presidente
Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (28), durante sua
tradicional live semanal, que conversou com o advogado-geral da União, José
Levi, sobre a possibilidade de utilizar recursos devolvidos em delações
premiadas por "traquinagens do passado" para a criação de uma vacina
nacional contra a covid-19.
"Estão
vindo R$ 500 milhões para nós e estamos buscando uma maneira de atender a Força
Aérea, com dois aviões de carga que nós não temos, e com a possibilidade de
usar parte dos recursos para o [ministro da Ciência e Tecnologia] Marcos
Pontes", disse o presidente.
Bolsonaro
contou que a equipe de Pontes estuda o desenvolvimento do imunizante 100%
brasileiro. "Esse problema da covid-19 vai ficar a vida toda. Lamentamos
as mortes, mas vamos ter que aprender a conviver com isso. Nada melhor do que
termos a própria vacina para a tal", avaliou.
Ele reafirmou
ainda que a pandemia deve aumentar o número de mortes por depressão, suicídio e
outras doenças. "Temos que conviver com a covid. Não podemos destruir
empregos com fechamentos, como São Paulo e Belo Horizonte. Isso leva à
depressão, ao desespero, ao suicídio", disse.
Ao comentar
sobre a falta de oxigênio no Estado do Amazonas, Bolsonaro cumprimentou
artistas e empresários que doaram cilindros para o Estado. "Apesar de
o governo ter meios, o dinheiro que vem do povo, nós agradecemos muito essas
iniciativas", destacou.
Ele ainda
voltou a prever que a pandemia vai resultar no aumento de mortes por depressão,
suicídio e outras doenças devido às políticas de isolamento social. "Não
podemos destruir empregos com fechamento, como fizeram São Paulo e Belo
Horizonte. Isso leva à depressão, ao desespero, ao suicídio", avaliou.
Bolsonaro
também voltou a descartar um novo lote de pagamentos do auxílio emergencial.
Segundo ele, a capacidade de endividamento da União "chegou ao
limite". "O pessoal quer que continue, mas [se isso acontecer] vai
quebrar o Brasil", observou.
"Temos que
voltar a viver, sorrir, fazer piada, brincar, voltar aos estádios de futebol o
mais cedo possível, que seja com uma quantidade menor, 20%, 30% da capacidade.
Temos que voltar a viver, tá", finalizou Bolsonaro.
Do R7
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