A
7ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) determinou que o
Estado do Rio de Janeiro realize o pagamento dos profissionais que trabalham no
Hospital Estadual Adão Pereira Nunes (HEAPN), em Duque de Caxias, referente aos
salários de cerca de 60 dias trabalhados.
Na
decisão, a juíza Amália Regina dá um prazo de 5 dias para que o Instituto de
Atenção Básica e Avançada (IABAS), que administrava a unidade até 16 de julho,
apresente os contratos sociais, a listagem de funcionários e as notas fiscais
dos serviços prestados por todos profissionais por ela contratados. O objetivo
é analisar os documentos para que o valor apurado seja reconhecido e os
contratados na condição de pessoas jurídicas, ressarcidos. A partir da chegada
da documentação, a magistrada intimou o Poder Executivo a pagar em 15 dias os
débitos às pessoas jurídicas médicas do hospital.
Estado já
tinha sido intimado a regularizar serviços
Em
julho, no mesmo dia que a administração do HEAPN passou a ser responsabilidade
da Prefeitura de Duque de Caxias, o TJRJ determinou que o Estado adotasse
medidas emergenciais e imediatas para a regularização da prestação do serviço
público essencial de saúde na unidade. A liminar obrigava que fossem analisadas
as irregularidades e deficiências identificadas em duas vistorias realizadas
pelo CREMERJ.
Na
ocasião, o Estado do Rio foi proibido de suspender, interromper, paralisar ou
restringir qualquer segmento dos serviços públicos essenciais à saúde
oferecidos na unidade, assim como restabelecer serviços ambulatoriais,
cirurgias eletivas, exames de imagem e transferências externas. A
regularização dos estoques de materiais, insumos e medicamentos em quantidade
suficiente para o adequado funcionamento da unidade e atendimento dos
pacientes; dos serviços de fornecimento de enxovais, alimentação, nutrição
parenteral, gases medicinais, coleta de resíduo, higiene e limpeza; a alocação
de quantitativo suficiente de médicos, enfermeiros e demais funcionários
necessários ao funcionamento regular do hospital; e o reparo do aparelho de
ressonância nuclear magnética também faziam parte das obrigações pelo Poder
Executivo.
A multa
em caso de descumprimento foi de R$ 10 mil por dia a ser paga pelo governador
Wilson Witzel e pelo secretário estadual de Saúde, Alex Bousquet.

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