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| Divulgação |
A 1ª Vara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça do Estado
do Rio de Janeiro (TJRJ) decretou, nesta terça-feira (02/06) a pedido do
Ministério Público estadual, a prisão preventiva de 23 acusados de integrar uma
milícia em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.
O grupo é acusado de extorquir moradores e comerciantes na região da
Freguesia, principalmente no Morro do Tirol. Além da prática de extorsão,
a milícia também instalava e cobrava pontos de internet e televisão
clandestinos, explorava ilegalmente a atividade imobiliária na região, com
invasão de terrenos e construções irregulares, e comercializava botijões de
gás.
A ação foi originada a partir de um inquérito policial que investigava
o homicídio de Sergio Luiz de Oliveira Barbosa, vulgo Serginho, em março do ano
passado. Um dos denunciados é Fabiano Vieira da Rocha, conhecido como Fabi,
apontado como o líder da milícia. Ele assumiu a liderança do grupo depois da
prisão de Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica.
“Conforme exposto acima, há fortes e robustos elementos probatórios
acerca dos fatos imputados, consistente no delito de promover, constituir ou integrar
organização criminosa, majorado pelo emprego de arma de fogo, que teria como
palco principal de suas atividades o Morro do Tirol, bairro da Freguesia”,
destaca a decisão.
A exploração de transporte alternativo, como vans e kombis, era
exercida não só para lucrar com o serviço, mas também para subornar agentes
públicos e monitorar operações policiais no local.
Um dos denunciados é Anderson Soares de Avelar, vulgo Peixe, que por
ser habilitado a dirigir veículos de transporte de passageiros, informava sobre
a presença de forças policiais aos outros integrantes do grupo enquanto fazia
as rondas e trajetos.
De acordo com a denúncia, a estrutura da organização criminosa era
composta de um núcleo geral, um local e um de auxiliares. Além de Fabi, o
comando geral era exercido por Anderson Gonçalves de Oliveira,
conhecido como Andinho, e Almir Rogério Gomes da Silva.
Interceptações telefônicas, acesso a dados armazenados em celulares de
suspeitos e depoimentos de testemunhas colhidos durante a investigação
evidenciam o uso da violência e coação como formas controle e exploração da
população local.
A decisão ressalta a organização e a estrutura da milícia, sendo
necessária a prisão preventiva como forma de impedir que os denunciados
interfiram nas investigações.
“Soma-se a isso, os indicativos que apontam para o grau de permanência
da organização criminosa e do caráter serial da multiplicidade de delitos
supostamente praticados neste ambiente. Noutro turno, a danosidade social
das condutas imputadas afigura-se, nesta fase, exacerbada”.

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