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| © Reuters Juan Guaidó em Caracas |
BRUXELAS
(Reuters) - A decisão da Suprema Corte da Venezuela de ratificar um aliado do
presidente Nicolás Maduro como presidente da Assembleia Nacional é ilegítima,
afirmou a União Europeia nesta quinta-feira, alertando para uma crise crescente
no país sul-americano.
Em um
comunicado, a UE advertiu que o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, era
o legítimo presidente do Congresso, não Luis Parra, aprovado pelo tribunal do
país no final de maio.
"Os
últimos desdobramentos aprofundaram ainda mais a longa crise institucional e
política na Venezuela e reduziram o espaço democrático e constitucional no
país", afirmaram os 27 governos da UE.
"A UE
considera que a sessão de votação que levou à eleição de Luis Parra não era
legítima... A UE continua a apoiar Juan Guaidó como presidente da Assembleia
Nacional", acrescentou o comunicado.
Maduro tem sido
amplamente desacreditado entre os países ocidentais após sua reeleição
contestada em 2018 e com o colapso econômico de um país que detém das maiores
reservas comprovadas de petróleo do mundo. Guaidó foi reconhecido por mais de
50 Estados como presidente do país.
Como grande
parte do Ocidente, a UE, que organizou uma conferência de doadores em maio para
ajudar os 5 milhões de venezuelanos que fugiram do governo de Maduro, quer
novas eleições na Venezuela.
O bloco europeu
ajudou a criar o chamado Grupo Internacional de Contato para tentar solucionar
o impasse e evitar qualquer possível intervenção militar na Venezuela.
Os membros do
grupo, constituído por cerca de uma dúzia de países da Europa e América Latina
e organizações governamentais internacionais, pretendem se reunir novamente em
breve, acrescentou o comunicado da UE.
Por Robin
Emmott Reuters

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