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| Fotos Divulgação |
Agentes da
Coordenadoria de Assuntos Fundiários da Secretaria de Desenvolvimento da
Cidade, estiveram, na sexta-feira (29), no Distrito de Tamoios para coibir
aterramento e construções sobre o Rio Gargoá. Os agentes chegaram até o local
por meio de denúncias anônimas.
Os trabalhos
iniciaram na Travessa Coqueiral, onde foram constatadas duas construções
irregulares sobre as margens do Rio. As obras foram embargadas e tiveram suas
remoções solicitadas na intimação. Se a remoção não ocorrer dentro do prazo
estipulado, será, após trâmite administrativo, realizada pelo município, com ônus
para os responsáveis.
No mesmo local
os agentes identificaram o início da construção de um alicerce e de uma obra,
dentro de um parcelamento irregular do solo, que vem sendo comercializado sem
documentação. O responsável já foi identificado e será penalizado por parcelar
e comercializar lotes a terceiros em parcelamento irregular, conforme determina
o artigo 50 da lei 6766/79. Os inícios das construções foram desfeitos.
Os agentes
seguiram ainda para área do Parque Natural Municipal do Mico-Leão-Dourado e para
a Área de Proteção Ambiental da Bacia do Rio São João, localizada no Centro
Hípico, onde foi constatado o início de aterramento de um charco, para fins de
comercialização. Não havia ninguém no local, mas a área foi georreferenciada e
as equipes manterão rondas no local até que se identifiquem os responsáveis.
Ainda no Centro
Hípico, foi constatado o aterramento do Rio Gargoá. A área foi georreferenciada
e diante dos dados, será instruído o processo administrativo e enviado às
autoridades competentes, a fim de investigar, averiguar e responsabilizar o
autor do dano.
O Rio Gargoá
tem importância ambiental e histórica para Tamoios e para Cabo Frio, pois
propiciou que indígenas se fixassem no local, dando início da ocupação da
Região dos Lagos e é o único curso d’água que liga os Rios Una e São João.
“O Rio Gargoá
vem sendo vítima da ocupação criminosa e vem sendo estrangulado com diversas
ações danosas ao meio ambiente e ao patrimônio público, como obstruções do
curso do rio, parcelamentos do solo e construções ilegais. O curso d’água
aflora sempre que há períodos chuvosos e, justamente por isso, precisa ter seu
leito preservado, e esse tipo de obra coibido, pois representa risco para quem
constrói sem saber que o local irá alagar. O Rio Gargoá corta todo o Distrito
de Tamoios até o Rio São João. Foram diversas denúncias, dos próprios moradores
e de ambientalistas que desencadearam esta ação, e nós vamos até o fim, até que
as áreas estejam recuperadas e devolvidas ao seu verdadeiro proprietário, que é
a natureza”, afirmou o coordenador de Assuntos Fundiários, Ricardo Sampaio.
A população
pode denunciar invasões em áreas públicas ou de proteção ambiental pelo e-mail
cogeafcabofrio@gmail.com. O anonimato é garantido.

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