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Estudo do ISP revela que, a cada cinco
dias, uma mulher
é
vítima de feminicídio no estado - Marcos
Santos/USP
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Informações
estão no Dossiê Mulher, divulgado pelo ISP
Rio
- Números do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio revelam que 4.543
mulheres foram vítimas de estupro no ano passado no Estado, das quais 70% eram
menores de idade. Os dados indicam que o Rio registra, em média, um estupro a
cada duas horas.
As informações
estão no Dossiê Mulher, divulgado pelo instituto na manhã desta terça-feira, e
são referentes às ocorrências de 2018. De acordo com o documento, as vítimas
com até 29 anos compõem 83,7% das vítimas de estupro, 63,6% das tentativas de
estupro e 67,7% do somatório das vítimas de assédio sexual.
O dossiê mostra
ainda que, no ano passado, 71 mulheres foram vítimas de feminicídio. Foram
registradas também 288 tentativas de feminicídio. Segundo o levantamento, 62%
dos crimes ocorrem dentro da casa das vítimas e 56% dos autores são
companheiros ou ex-companheiros delas.
O documento
mostra que em 2018 foram 350 casos de homicídio doloso, sendo que 120 vítimas
foram mortas dentro de suas casas. Por dia, pelo menos 116 mulheres são
vítimas de algum tipo de violência física no Estado, totalizando 42.423 vítimas
em 2018.
As maiores
vítimas continuam sendo as mulheres negras. Elas são 59% do total, contra 33%
de brancas.
"Nós
estamos com as delegacias de atendimento às mulheres, com as Deams, nós temos a
Secretaria de Desenvolvimento Social e de Direitos Humanos. Nós estamos
aprimorando nossos mecanismos para poder receber essas mulheres nas delegacias
para que elas façam as denúncias, estamos trabalhando dentro das limitações que
nós recebemos do estado, mas com atenção especial", comentou o governador
Wilson Witzel nesta manhã.
"Qualquer
mulher que se sinta ameaçada pode procurar a Defensoria Pública, o Ministério
Público, a Delegacia de Atendimento à Mulher, pode usar o Disque Denúncia, o
190, para poder fazer essa denúncia e imediatamente um agente do estado vai
entrar em ação para proteger essa mulher. Ela não pode deixar de denunciar. E,
se denunciar, será atendida, será bem tratada e nós vamos agir com rigor. Há,
no congresso nacional, uma proposta para que a própria delegada, ou delegado,
tenha condições de aplicar uma medida de afastamento do lar, por exemplo, uma
medida cautelar", completou o Witzel.
Por O Dia

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