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© Foto:
Tânia Rêgo/ABr
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A Polícia Civil
realiza nesta quinta-feira, 2, uma operação contra a milícia que atua na
comunidade da Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro. A meta é buscar documentos e
computadores para auxiliar no inquérito sobre o desabamento de dois prédios que deixou 24 mortos. Ao
todo, são 20 mandados de busca e apreensão. Além da comunidade, agentes estão
em endereços das zonas sul e norte da cidade, além da Baixada
Fluminense. Há mandados também para os estados de Pernambuco e
da Paraíba.
Um dos locais
que foi alvo das buscas nesta manhã é a sede da Associação de Moradores
da Muzema, apontada por testemunhas como uma espécie de imobiliária
informal do condomínio onde os prédios desabaram.
Além das
buscas, a Polícia Civil procura ainda por três pessoas ligadas aos edifícios
que ruíram. Estão foragidos José Bezerra de Lima, conhecido
como Zé do Rolo, responsável pela construção dos imóveis, e Renato
Siqueira Ribeiro e Rafael Gomes da Costa, que atuavam como
vendedores. Eles respondem por homicídio com dolo eventual, quando se assume o
risco de matar.
“Estamos
recolhendo todo e qualquer material eletrônico. Estamos verificando folhas,
anotações, tudo que possa nos fornecer elementos para que possamos fazer a
instrução do nosso inquérito”, explicou a delegada Adriana Belém, em entrevista
à TV Globo.
A ação é
coordenada pela Delegacia da Barra da Tijuca (16ª DP), responsável
pelo inquérito dos desabamentos, em parceria com a Delegacia de
Repressão ao Crime Organizado (Draco), responsável pelas investigações
contra milícias no Rio.Os prédios que desabaram eram ilegais, ou seja, não
tinham autorização da prefeitura para a construção. As obras foram embargadas
em novembro do ano passado, mas isso não impediu que seus apartamentos fossem
ocupados. A polícia busca os responsáveis pelas construções.
Marcio
Dolzan

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