
A Associação
Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) defendeu nesta terça-feira (30)
a permanência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no
Ministério da Justiça. Para a entidade, a permanência pode evitar o cometimento
de crimes como os descobertos na Operação Lava Jato.
Até o início do
governo Jair Bolsonaro, o Coaf era vinculado ao Ministério da Fazenda (atual
Ministério da Economia), mas foi transferido para a Justiça no novo governo.
"O acúmulo
de conhecimento conquistado nesses anos permite afirmar que a permanência do
Coaf na estrutura do Ministério da Justiça, focada no combate à corrupção, é
uma medida concreta para evitar a continuidade e a repetição de crimes como os
identificados pela Lava Jato nas áreas contábil e financeira", afirma
Marcos Camargo, presidente da APCF.
Segundo ele,
ficar na estrutura do Ministério da Justiça permite ao Coaf "interagir de
modo mais efetivo com outros órgãos, como a própria Polícia Federal, para
identificar transações irregulares ou ilícitas, como aquelas que possibilitaram
aos réus da Lava Jato movimentarem uma quantidade enorme de dinheiro, muito
além de suas capacidades econômicas".
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