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| Pessoas se curvam em frente às estátuas dos líderes norte-coreanos mortos Kim Il Sung e Kim Jong Il durante o dia memorial nacional em Pyongyang, na Coreia do Norte — Foto: Kim Won Jin/AFP |
As
autoridades norte-coreanas estipularam a ração pública diária, distribuída pelo
governo, a 300 gramas por dia.
Cerca de dez
milhões de norte-coreanos estão em estado de “insegurança alimentar”. O anúncio
foi feito nesta sexta-feira (3) pelo Programa Alimentar Mundial das Nações
Unidas.
As autoridades
norte-coreanas estipularam a ração pública diária, distribuída pelo governo, a
300 gramas por dia, um nível historicamente baixo para esta época do ano,
segundo o órgão da ONU. O país, alvo de diversas sanções por conta de seu
programa nuclear, vive uma grave
crise econômica e cerca de 40% da população passa fome. Um relatório do
Programa Alimentar Mundial da ONU, publicado no ano passado, mostrou que os
norte-coreanos precisam de ajuda humanitária.
“Depois das
piores colheitas em dez anos, resultado de secas, calor intenso e inundações,
10,1 milhões de pessoas sofrem de insegurança alimentar no país”, declarou o
porta-voz do Pam, Hervé Verhoosel.
A produção agrícola foi estimada neste ano em 4,9 milhões de toneladas,
o nível mais baixo desde 2008-2009. A queda resulta em um déficit alimentar de
1,36 milhão de toneladas. A Coreia do Norte tem 25 milhões de habitantes.
Negociações
para aliviar sanções
A ministra
sul-coreana das Relações Exteriores, Kang Kyung-wha, disse nesta sexta-feira
que Pyongyang deveria mostrar uma “desnuclearização visível, concreta e
substancial” para obter a suspensão parcial das sanções. As negociações entre a
Coreia do Norte e os Estados Unidos estão paralisadas.
Os dois países
não chegaram a um acordo durante a cúpula de Hanöi, no Vietnã. O líder
norte-coreano Kim Jong-Un pediu a retiradas das sanções, o que o presidente
americano Donald Trump recusou, considerando a proposta de desarmamento
norte-coreana “tímida”. Na terça-feira (30), a vice-ministra norte-coreana das
Relações Exteriores, Choe Son Hui, declarou que a decisão relativa à questão
continua intacta, e será implantada quando os Estados Unidos decidirem rever
sua proposta atual.
Por RFI

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