![]() |
© Fornecido
por AFP Imagem de apagão em Altamira,
Caracas, em 26 de março de 2019
|
Caracas e
várias outras regiões da Venezuela ficaram sem luz na noite de terça-feira, na
véspera de uma nova jornada de protestos convocada pelo líder opositor Juan
Guaidó contra o colapso dos serviços básicos e para pressionar o presidente
Nicolás Maduro.
O apagão, o
maior em uma semana, começou às 23H20 local (00H20 Brasília) e afetou Caracas e
pelo menos 20 dos 23 estados do país, de acordo com relatos de venezuelanos nas
redes sociais.
Uma hora depois
do corte, a luz começou a voltar em algumas zonas da capital.
O governo e a
estatal Corporação Elétrica Nacional (Corpoelec) não deram qualquer explicação
sobre as causas ou o alcance da nova queda de energia.
"O
Estado-Maior Elétrico", entidade criada para enfrentar a crise, "está
trabalhando para restabelecer o serviço", informou o canal estatal VTV
durante a madrugada.
Pouco depois do
corte, o site de monitoração Netblock.org informou que a energia elétrica
estava disponível em apenas 10% do território.
Desde 7 de
março, quando um apagão deixou quase toda a Venezuela sem energia por cinco
dias, o país registrou cortes de energia consecutivos, que afetam o
fornecimento de água, transportes e serviços de telefonia e internet.
O governo de
Nicolás Maduro afirma que os apagões são provocados por ataques "eletromagnéticos,
cibernéticos e físicos" contra a central hidroelétrica de Guri, que produz
80% da energia consumida no país, e acusa os Estados Unidos de estar por trás
do problema para gerar caos entre a população.
Embora não
desta magnitude, as falhas elétricas são habituais na Venezuela há anos. A
oposição e especialistas apontam como causas a deterioração da infraestrutura
por falta de investimentos e imperícia técnica.
O governo
anunciou há alguns dias um plano de racionamento de energia elétrica que exclui
Caracas, depois que os apagões obrigaram o regime a suspender as aulas
temporariamente e a reduzir o horário de trabalho.
Os cortes
abruptos danificaram os sistemas de bombeamento de água e geraram uma falha
generalizada no abastecimento.
O novo apagão
acontece em meio à disputa de poder entre Maduro e Guaidó, que se autoproclamou
presidente interino em 23 de janeiro.
Guaidó,
reconhecido como presidente encarregado por mais de 50 países, convocou para
esta quarta-feira uma nova jornada de protestos para tirar Maduro do poder, sob
o lema "Não vamos nos costumar", parte de sua "operação
liberdade", com a qual busca destituir Maduro, instalar um governo de
transição e convocar novas eleições.
AFP

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!