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© Sérgio
Lima Fernando Collor foi o 32º Presidente do Brasil. Ocupou
o Planalto
de 1990 até renunciar em 1992. Atualmente é senador
|
Em alegações
finais, a procuradora-geral da República, Raquel
Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal que imponha ao
senador Fernando Collor (PROS) uma pena de 22 anos, 8 meses e 20 dias, em ação
penal no âmbito da Operação
Lava Jato. Raquel apontou a suposta participação do senador em
propinas, que somadas, chegariam a R$ 50,9 milhões em contratos da BR
Distribuidora, subsidiária da Petrobrás. Ele é acusado de corrupção passiva e
lavagem de dinheiro.
A
procuradora-geral detalha que 'entre 2010 e 2014, uma organização criminosa
instalou-se nas Diretorias da Petrobras Distribuidora S/A - BR Distribuidora -
capitaneada pelo Partido Trabalhista Brasileiro, em particular na figura do
Senador Fernando Collor, e também pelo Partido dos Trabalhadores, com destaque
para o Deputado Federal Vander Loubet'.
Segundo Raquel,
Collor participou de supostas propinas de 'pelo menos R$ 9.950.000,00 em razão
de contrato de troca de bandeiras em postos de combustíveis'. Ele também teria
recebido vantagens de 'pelo menos R$ 20.000.000,00 em razão de contratos para a
construção de bases de distribuição de combustíveis celebrados entre a BR
Distribuidora'.
Raquel diz que
Collor também integrou suposto esquema envolvendo 'pelo menos R$ 1.000.000,00
em propinas em razão de contrato de gestão de pagamentos e programa de
milhagens'. E ainda propinas de 'R$ 20.000.000,00 para viabilizar hipotético e
futuro contrato de construção e leasing de um armazém de produtos químicos em
Macaé/RJ'.
Porsche,
Ferrari, Land Rover...
A
procuradora-geral, Raquel Dodge, ainda expôs a compra de carros de luxo,
apartamentos e locais privilegiados e obras de arte como parte da lavagem de
dinheiro imputada a Collor, com o uso das supostas propinas. Segundo ela,
contas bancárias pessoais de Collor giraram R$ 2,6 milhões entre janeiro de
2011 e abril de 2014 na forma de depósitos em dinheiro.
Entre os
veículos atribuídos a Collor, a procuradora-geral cita um Flying Spur, marca
Bentley, por R$ 975 mil, uma Range Rover de R$ 570 mil, uma Ferrari de R$ 1,4
milhão, uma Lamborghini de R$ 3,2 milhões e um Porsche de R$ 395 mil.
A chefe do
Ministério Público Federal ainda cita a compra, em 2010, de uma casa de R$ 4
milhões na Pedra do Baú, próxima de Campos do Jordão, um imóvel em Barra de São
Miguel, em Alagoas, por R$ 450 mil, e quatro salas comerciais por R$ 950 mil,
em Maceió (AL).
Também
mencionou um quadro de Di Calvalcanti apreendido em sua residência em Brasília,
no valor de R$ 4,6 milhões, e uma lancha batizada com o nome 'Balada II', e,
depois, nomeada como 'Mama Mia II', adquirida por R$ 900 mil.
Parte dos itens
estava em nome de empresas ligadas ao senador, segundo Raquel.
Conduta
A
procuradora-geral afirma ainda que reforça a culpabilidade o fato de que Collor
'foi Deputado Federal, Governador de Estado e mesmo Presidente da República,
afastado do cargo precisamente por suspeitas de corrupção'. "Agora, anos
depois, enquanto Senador da República, há não apenas suspeitas, mas prova para
além de dúvida razoável de que cometeu crimes".
COM A
PALAVRA, COLLOR
"O Senador
Fernando Collor afirmou que mais uma vez será demonstrada a fragilidade da
denúncia."
Luiz
Vassallo/SÃO PAULO e Rafael Moraes Moura/BRASÍLIA

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