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O ministro
da Secretaria de Governo, Santos Cruz, durante cerimônia
no Palácio do Planalto — Foto: Marcos
Corrêa/Presidência da República
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O ministro da
Secretaria de Governo, Santos
Cruz, avalia que o inquérito aberto pelo Supremo
Tribunal Federal (STF) para apurar supostas
ameaças a ministros da Corte segue o mesmo “princípio” e
“motivações semelhantes” à censura
imposta a sites de notícias pelo ministro Alexandre de
Moraes, que já
foi revogada.
Questionado
pelo blog sobre sua opinião em relação à censura determinada a sites de
notícias, o ministro disse que não se pode “silenciar liberdades”.
“Sou a favor
total das liberdades do cidadão e sou contra censura. A imprensa precisa ter
responsabilidades, assim como qualquer cidadão. Não importa se é A, B ou C. Se
tem algo incomodando, tem a Justiça para recorrer. O importante é manter os
canais abertos, canais livres para total liberdade de imprensa”, disse Santos
Cruz.
Perguntado
sobre se avalia que o inquérito do STF precisa ser arquivado, o ministro deixa
claro que fala como "leigo", que não conhece tecnicamente o que está
sendo investigado, mas afirma que, em sua opinião, se algo que está sendo
investigado não for comprovado, quem acusou precisa ser “responsabilizado”.
“Porque com
essa exposição, se não se comprovar nada, o estado precisa ser
responsabilizado”, afirmou.
O ministro é
amigo do general Paulo Chagas, um dos alvos
de buscas da Polícia Federal no inquérito cujo relator é Alexandre
de Moraes.
Santos Cruz diz
que Chagas é um homem “honrado, sério e íntegro” e que o conhece há cerca de 30
anos.
“Sou a favor
das liberdades. Se houver algo incomodando alguém, existem canais para queixas.
E quem julga precisa julgar; quem investiga, investigar. Não se pode silenciar
liberdades”, frisou o ministro.

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