Fachin prorroga inquérito que investiga Romero Jucá e Renan Calheiros | Rio das Ostras Jornal

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Fachin prorroga inquérito que investiga Romero Jucá e Renan Calheiros

O senador Renan Calheiros (esq.) e o ex-senador Romero Jucá
 (dir.), os dois do MDB — Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Para Procuradoria, há suspeita 'bastante consistente' de que Renan e Jucá receberam propina da Odebrecht. Políticos do MDB sempre negaram envolvimento em irregularidades.
O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 30 dias um inquérito no qual o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o ex-senador Romero Jucá (MDB-RR) são investigados.
Ao prorrogar o prazo, Fachin atendeu a um pedido da Procuradoria Geral da República. Também determinou que, ao final dos 30 dias, seja enviado pelos órgãos de investigação um "relatório minudente", detalhado, sobre a apuração.
A prática de pedir esse tipo de relatório não é comum em prorrogações de inquérito, mas foi ao menos a segunda vez que o ministro tomou uma decisão assim na Lava Jato.
Além de Jucá e Renan, mais 13 pessoas são alvos do inquérito, incluindo ex-dirigentes da Odebrecht e supostos intermediários de pagamento de propina.
Desde o início das investigações, Renan e Jucá negam recebimento de propina e também negam envolvimento em irregularidades.
Investigação formal
Fachin ordenou que Renan passe a figurar formalmente como investigado no caso. O senador era mencionado desde o início na apuração, aberta em abril de 2017 após as delações da Odebrecht, mas não era formalmente investigado. Agora, passa a responder a 14 inquéritos.
Fachin lembrou que, desde que abriu o inquérito, pediu para a PGR informar exatamente quem seriam os investigados, mas que isso não foi feito.
"Nada obstante, nas diversas manifestações aportadas nos autos, a Procuradoria-Geral da República silenciou a respeito, limitando-se a indicar as diligências necessárias à evolução das investigações", escreveu o ministro.
Material 'bastante consistente'
No pedido de mais prazo para a investigação, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que é "bastante consistente" o material coletado durante o inquérito.
Os políticos são investigados por suposto recebimento de repasses da Odebrecht em troca da aprovação de um projeto de interesse da construtora. De acordo com as investigações, Renan, Jucá e outros políticos teriam recebido R$ 8,5 milhões pela aprovação de um limite para concessão de benefícios fiscais pelos estados em portos a produtos importados. Eles negam que tenham recebido propina para aprovar projeto.
Por Mariana Oliveira e Rosanne D'Agostino, TV Globo e G1 — Brasília

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