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Luiz
Fernando Pezão, em dezembro do ano passado, quando
foi preso
pela PF — Foto: Reprodução/GloboNews
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Tribunal
considerou que Pezão cometeu abuso de poder nas eleições de 2014. Defesa pode
recorrer ao TSE ou ao Supremo Tribunal Federal; ele está preso desde novembro.
O Tribunal
Superior Eleitoral (TSE)
decidiu nesta terça-feira (9) por 4 votos a 3 que o ex-governador do Rio de
Janeiro Luiz
Fernando Pezão está inelegível até 2022.
Ao tomar a
decisão, o TSE considerou que Pezão cometeu abuso de poder econômico nas
eleições de 2014.
Como a lei
estipula que a inelegibilidade vale até as eleições que ocorrerem oito anos
após o pleito onde houve a irregularidade, Pezão fica inelegível até 2022.
A defesa do
ex-governador ainda pode recorrer ao próprio TSE ou ao Supremo
Tribunal Federal (STF).
Pezão
está preso
desde novembro do ano passado, quando ainda era governador, e
é réu
na Operação Lava Jato.
Ele é acusado
de integrar esquema de corrupção liderado pelo também ex-governador Sérgio Cabral,
também do MDB,
de quem foi vice-governador.
No julgamento
desta terça-feira, a maioria dos ministros do TSE também decidiu pela cassação
de Pezão, mas, como o mandato dele terminou em 31 de dezembro do ano passado, a
decisão não terá efeito prático.
Entenda o
caso
Ao decidir pela
inelegibilidade de Pezão, o TSE analisou um recurso do Ministério Público
contra uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro,
que não
viu abuso de poder econômico, mas impôs multa de R$ 53 mil.
Em sessões
anteriores, dois ministros já haviam votado a favor de manter somente a multa
( João Otávio de Noronha e Luiz Fux), mas o
julgamento estava suspenso porque Admar Gonzaga tinha pedido vista (mais tempo
para analisar o processo).
Nesta terça, o
julgamento foi retomado, e Admar Gonzaga deu o terceiro voto
contra a cassação.
O
ministro Tarcísio Vieira, porém, abriu divergência para impor a
cassação e a inelegibilidade. Ele entendeu que o aumento concedido a 326 mil
servidores afetou o resultado das eleições. O entendimento foi acompanhado
pelos ministros Og Fernandes, Rosa Weber e Luiz
Edson Fachin.
Por Mariana Oliveira, TV Globo —
Brasília

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