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Crivella
conversa com jornalistas após lançamento do novo
portal da Prefeitura — Foto: Reprodução/TV
Globo
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Na véspera,
votação na Câmara deu início ao processo: 35 vereadores votaram a favor e 14
contra.
O prefeito do
Rio, Marcelo Crivella (PRB), reuniu a imprensa, nesta quarta-feira (3), para
falar da abertura do processo de impeachment aprovado
pela Câmara na véspera.
A
denúncia foi formulada pelo ex-servidor da Fazenda Fernando Lyra.
Ele aponta suposto crime de responsabilidade por conta da renovação de
contratos de mobiliários urbanos em dezembro de 2018, que teriam favorecido as
empresas OOH Clear Channel e JCDecaux.
"Com
esse motivo que não é plausível, que é uma coisa absolutamente inócua, uma
coisa sem qualquer relevância se votou a abertura do impeachment, por razões
políticas. Mas a razão em si do impeachment é um verdadeiro absurdo",
defendeu-se Crivella.
De acordo com a
denúncia, as empresas tinham 20 anos para explorar o serviço e, depois disso, o
material passaria a pertencer ao município. Uma emenda, no entanto, foi
apresentada pelo Poder Público para renovar a concessão, causando prejuízos aos
cofres públicos.
O prejuízo
chegaria a R$ 20 milhões, segundo a oposição. Crivella disse que o autor da
denúncia, o ex-funcionário da Secretaria de Fazenda Fernando Lyra, só entrou
com o processo depois que foi demitido.
"Ele agora
que foi demitido acha que é irregular e não tem despesa nenhuma de R$ 20
milhões. É uma forma de cobrar propaganda de rua. Uma forma de cobrar
propaganda de rua. E as empresas que têm esse mobiliário já tinham entrado na
Justiça na época do Cesar Maia para não pagar do jeito que ele (servidor) acha
que tem que ser pago", disse Crivella.
Votação na
Câmara
Trinta e cinco
vereadores votaram pela admissibilidade do processo e 14 contra. Crivella
continua no cargo, mas terá que enfrentar uma investigação. O prefeito diz que
a denúncia não faz "o menor sentido".
O vereador
Alexandre Isquierdo (DEM) se absteve e o presidente da casa, Jorge Felippe
(MDB), se declarou impedido, por ser o primeiro na linha sucessória caso o
impeachment seja aprovado no fim do processo. O vice-prefeito, Fernando Mac
Dowell, morreu em maio do ano passado, após um infarto e a prefeitura ficou com
o cargo vago.
A aprovação da
abertura do pedido de impeachment nesta terça-feira dependia apenas da maioria
simples. Esta é a primeira vez desde a redemocratização do Brasil que a Câmara
de Vereadores do Rio aprova a abertura de um processo de impeachment contra um
prefeito.
Por RJ1

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