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© Ernesto
Rodrigues/Estadão Mais de 500 mulheres fizeram
relatos contra João de Deus no Ministério
Público
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GOIÂNIA -
Após indiciar o médium João Teixeira de Faria, o João
de Deus, por violência sexual mediante fraude, a Polícia Civil de Goiás decidiu
abrir um novo inquérito contra o líder religioso, nesta quinta-feira, 20.
Agora, João de Deus também será investigado pela posse ilegal de arma de fogo,
com o agravante de ter sido encontrado um revólver com a numeração raspada em
sua residência.
As armas foram
descobertas durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na terça-feira,
18. Na ocasião, os investigadores acharamcinco armas espalhadas pelo quarto de João de Deus, em
um de seus endereços na cidade de Abadiânia (GO), cidade onde fez fama como líder
religioso.
Foram
apreendidos dois revólveres de calibre 32, um de calibre 38, uma pistola 380,
com capacidade para 12 tiros, e uma garrucha calibre 22, que tinha a numeração
raspada. Também foram encontrados diversas munições, em poder de João de Deus,
sendo algumas estrangeiras. Dentre elas, estavam munições 357, exclusiva de uso
militar, e que pode ser usada em calibre 38.
Segundo a
polícia, as armas não têm registro junto à Polícia Federal ou ao Exército e,
por isso, o médium terá de responder por esses crimes. "Essas armas não
possuem registro, uma delas tem numeração raspada, então, denota-se mais uma
investigação referente a esse armamento", afirmou o delegado-geral da
Polícia Civil de Goiás, André Fernandes. "Ele vai responder pela posse e a
questão da arma raspada terá uma qualificação diferenciada", disse.
No mesmo dia,
os investigadores descobriram também aproximadamente R$ 405 mil em dinheiro
vivo. O valor estava distribuído em diferentes tipos de moeda, como francos
suíços, dólares americanos e canadenses, pesos argentinos e euros. O maior
volume de notas era de reais. Ainda não se sabe a origem do dinheiro, mas os
agentes estranharam a quantidade, considerada anormal por estar armazenada em
uma residência comum. Por conta do alto valor, é provável ainda que João de
Deus também seja investigado pela Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de
Dinheiro da Polícia de Goiás, em um outro inquérito.
Renan Truffi

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