![]() |
© Valter
Campanato/Agência Brasil A futura ministra
da Mulher,
Família e Direitos Humanos, Damares Alves
|
BRASÍLIA - Representantes
de grupos LGBT se reuniram
nesta quarta-feira, 20, com a futura ministra da Mulher, Família e Direitos
Humanos, Damares
Alves. Durante o encontro, que aconteceu na sede do governo de
transição, Damares se comprometeu em combater a violência contra a comunidade e
com a empregabilidade de transexuais.
Os grupos
entregaram à futura ministra um documento intitulado O que queremos do
Estado brasileiro, em que um dos pedidos é “reconhecer e valorizar a
existência das diversas composições de família, inclusive as famílias
homotransafetivas, garantindo-lhes acesso às mesmas políticas sociais que as
famílias tradicionais”.
O presidente da
Aliança Nacional LGBT, Toni Reis, disse ao Estado que a ministra foi “muito empática e respeitosa”
durante a reunião. “Acabaram as eleições,
agora vamos ter que trabalhar os problemas do Brasil. Ou a gente dialoga, ou a
gente dialoga”, disse Toni.
De acordo com
Toni, a futura ministra defendeu que a “família tradicional” e “todas as outras
composições familiares” tem que ser reconhecidas. “Ela falou isso pessoalmente,
inclusive, ela falou que é só ela e a filha dela e elas são família.”
A reunião
aconteceu a pedido de Damares. De acordo com o presidente da associação,
estiveram presentes no gabinete de transição membros de mais de 30 organizações
que representam a comunidade LGBT, entre eles, pessoas filiadas ao PT, ao PSOL, evangélicos, católicos e membros do Conselho
Nacional Contra a Discriminação De Lésbicas Gays Bissexuais Travestis e
Transexuais, vinculado ao ministério.
Segundo a
Diretora de Promoção de Direitos LGBT do Ministério dos Direitos Humanos e
presidente do Conselho, Mariana Reidel, o entendimento é de que o dialogo com a
comunidade LGBT vai continuar como uma as prioridades da Pasta. “Todo o
colegiado do conselho, assim com as entidades que estiveram lá, foi 100% de
entendimento de que sim é uma pauta que o ministério vai continuar, é uma pauta
que eles têm intenção de fazer um diálogo sempre e constante”, disse Mariana
ao Estado.
No dia em que
foi anunciada para compor a equipe do presidente eleito Jair
Bolsonaro, Damares, que é pastora evangélica, disse que faria o
enfretamento à violência contra a comunidade LGBT. “Se precisar estarei nas
ruas com as travestis, se precisar estarei na porta da escola com as crianças
que são discriminadas por sua orientação sexual”, declarou na ocasião.
Demandas
O documento
entregue à futura ministra elenca demandas do movimento nas áreas de direitos
humanos, educação, saúde, Previdência Social, emprego, segurança pública e
assistência social. Entre as solicitações está a manutenção de diretoria
específica para questões de direitos humanos da população LGBTI+ na estrutura
do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.
O coletivo
também pede, entre outros pontos, a criação de uma comissão Interministerial
para discutir e acompanhar políticas públicas para a população LGBTI,
implementação de rede de prevenção e proteção contra discriminação e violência
com financiamento federal, ampliação da Política Nacional de Saúde Integral da
População LGBT e a promoção de mecanismos de empregabilidade de travestis e
transexuais.Representantes de grupos LGBT se reuniram nesta quarta-feira, 20,
com a futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves.
Durante o encontro, que aconteceu na sede do governo de transição, Damares se
comprometeu em combater à violência contra a comunidade e com a empregabilidade
de transexuais.
Luisa Marini
e Larissa Lima, especiais para o Estado

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!