![]() |
Julio Blanco
é visto ao lado do caixão do filho, Cesar Alexis Blanco,
em igreja em Cali, na Colômbia, na quarta-feira
(19)
Foto: Luis Robayo/AFP
|
Venezuelano
César Alexis Blanco, de 20 anos, foi morto pouco depois de chegar à Cali.
Família realiza velório há nove dias, desde que congregação disse ter recebido
mensagem divina.
Um migrante
venezuelano que foi assassinado na cidade colombiana de Cali (sudoeste)
completa nesta quarta-feira (19) nove dias de velório por vontade de sua
família e de uma comunidade religiosa, que esperam a sua "ressurreição"
após receberem uma mensagem divina.
César Alexis
Blanco, de 20 anos, e que dois dias antes havia migrado pela crise econômica e
política em seu país, foi atingido por vários disparos em 10 de dezembro em
Puerta del Sol, um bairro popular de Cali, em circunstâncias que ainda não
foram esclarecidas.
Em princípio,
os seus familiares pretendiam enterrá-lo logo que o corpo lhes fosse entregue,
mas a congregação de fé à qual pertencem assegurou ter recebido uma mensagem
que fez com que mudassem de planos.
"Deus
encomendou que trouxéssemos o corpo e fosse velado aqui (na casa), então Deus
nos disse que irá fazer algo maior: levantar o menino e que será glorificado
aqui em Puerta del Sol", explicou Julio Blanco, pai da vítima, à AFP.
Blanco trabalha
como pastor em La Cueva de Adulam, uma comunidade evangélica de 14 pessoas à
qual seu filho também pertencia.
O prolongado
velório, que completa nesta quarta-feira nove dias, obrigou a intervenção das
autoridades diante das reclamações dos vizinhos. Na tradição cristã, um corpo é
enterrado em média após um dia e meio de velório.
"O corpo
não fede porque o repararam bem, mas as bactérias estão saindo do organismo
desse rapaz", se queixou Luz Morán, morador do bairro Puerta del Sol.
Segundo o
secretário de Saúde de Cali, Nelson Sinisterra, a legislação colombiana
"não estabelece um prazo máximo" para enterrar ou cremar um cadáver,
embora neste caso os restos mortais tenham sido preparados por uma funerária
para serem conservados por 48 horas.
Diante da
negativa da família em sepultá-lo, o funcionário disse à AFP que realizarão uma
nova visita ao local para tentar convencer os parentes a "tomar a decisão
de maneira acordada para que possamos enterrar o cadáver".
Por France Presse

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!