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© Reuters O
presidente americano, Donald Trump, con seu colega
sul-coreano, Moon Jae-in, em Nova York:
"tremendo progresso"
24/09/2018
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Se no ano
passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump ameaçava “destruir
totalmente” a Coreia do Norte ao falar do púlpito do plenário das Nações
Unidas, nesta segunda-feira, o líder americano preferiu qualificar o ditador
norte-coreano, Kim Jong-un,como
“incrível” e declarar-se pronto para um segundo encontro com ele.
Trump
mostrou-se afável com Pyongyang durante
a parte pública de seu encontro com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, que reuniu-se na semana
passado com Kim. As costuras de um acordo que ponha fim definitivo na Guerra da
Coreia, em trégua desde 1953, e no processo de nuclearização de Pyongyang tem
sido feitas coordenadamente por Trump e Moon com o ditador norte-coreano.
“Nós
conversamos, é óbvio, sobre a Coreia do Norte, onde estamos fazendo um tremendo
progresso. O presidente Kim tem sido realmente muito aberto e incrível,
francamente”, afirmou Trump, ao lado de Moon. “Eu acho que ele (Kim) quer ver
algo acontecer. Nós fizemos muito bem em relação à Coreia do Norte.”
Moon comentou
seus encontros em Pyongyang com Kim com indisfarçável interesse em assumir a
paternidade dos avanços extraídos. Disse ainda ter esperanças sobre um
segundo encontro entre Trump e Kim, que está em preparação pelos dois lados.
Trump, hoje, disse que ocorrerá em “curto período de tempo”.
“É imensamente
significante que o presidente Kim pessoalmente expresse seu compromisso com a
desnuclearização diante do mundo e da imprensa e que eu sublinhe uma vez mais o
acordo de desnuclearização alcançado com o presidente Kim em frente aos 150.000
cidadãos de Pyongyang”, afirmou Moon.
“Agora, a
decisão da Coreia do Norte de desistir de seu programa nuclear foi oficializado
em um grau que não poderá ser revertido por quem está dentro da Coreia do
Norte.”
Trump dedicará
uma parte de seu discurso na sessão de abertura dos trabalhos da Assembleia
Geral das Nações Unidas, amanhã (25), às negociações dos Estados Unidos com a
Coreia do Norte. Autoelogios não serão surpreendentes.
Segundo o
secretário de Estado, Mike Pompeo, Trump tratará das ameaças à não-proliferação
de armas nucleares e da necessidade de nações responsáveis pararem de espalhar
armas e tecnologias. O presidente americano, segundo Pompeo, ressaltará que
agora não é o momento de relaxar as pressões sobre essas nações.
Comércio
limitado
As declarações
dos dois presidentes se deram pouco antes de ambos assinarem emendas ao acordo
de livre comércio entre os dois países, de 2012. Seul aceitou reduzir o seu
superávit no comércio bilateral por meio da importação de maior volume de
veículos e autopeças americanas e da aceitação de uma cota de exportação de aço
aos Estados Unidos 30% menor do que seus embarques, em volume, entre 2015 e
2017.
Trump, porém,
não voltou a falar na retirada das tropas e bases americanas na Coreia do Sul,
como havia declarado em junho, voluntariamente, depois de seu primeiro encontro
com Kim, em Singapura.
“Nós tivemos
incríveis conversas sobre comércio. Estou muito entusiasmado com o nosso acordo
comercial. E é um novíssimo acordo. Este não é um velho acordo reescrito”,
declarou o americano.

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