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Fundador do
Wikileaks, Julian Assange, Assange
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O fundador do
WikiLeaks, Julian Assange, refugiado na embaixada equatoriana em Londres há
seis anos, chegou a renunciar ao asilo concedido por Quito, segundo uma carta
assinada por ele em dezembro passado à qual a AFP teve acesso.
Na missiva,
Assange deu por concluído o asilo no âmbito de uma estratégia equatoriana que
não teve sucesso, com a qual ele pretendia se transformar em um diplomata
equatoriano perante o Reino Unido e a Rússia.
Privada, a
carta assinada pelo australiano e pelo seu advogado espanhol Baltasar Garzón
foi entregue pela chancelaria à deputada Paola Vintimilla, que apura o processo
de naturalização de Assange, confirmou a legisladora.
O criador do
WikiLeaks renunciou ao asilo pouco antes de que Quito lhe desse a carta de
naturalização em 12 de dezembro, e tentasse em vão nomeá-lo para seu corpo
diplomático, a fim de que pudesse deixar a embaixada e ir inclusive para
Moscou.
Assange se
refugiou sob proteção do Equador para evitar, a princípio, ser extraditado para
a Suécia, onde é acusado de abusos sexuais.
Mesmo assim,
ele teme que, se deixar a legação, possa ser detido e extraditado para os
Estados Unidos por revelar milhares de segredos oficiais do país em seu site.
A Justiça
britânica mantém uma ordem de prisão contra ele por violar as condições de sua
fiança dentro do caso aberto na Suécia.
O Ministério
das Relações Exteriores evitou se pronunciar sobre o conteúdo da carta ou sobre
o status atual de Assange, embora em outras ocasiões tenha insistido que Quito
"é responsável por honrar (...) os direitos que tenha dentro da
embaixada".

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