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O ex-diretor
do Banco do Brasil Henrique Pizzolato ao
deixar a prisão — Foto: André Dusek/Estadão
Conteúdo
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Dodge fez
pedido ao STF. Ex-diretor do BB foi condenado a 12 anos de prisão e ao
pagamento de R$ 2 milhões. Ele fez acordo, mas não pagou. Atualmente, está em
liberdade condicional.
A
procuradora-geral da República, Raquel Dodge,
afirmou ao Supremo
Tribunal Federal(STF) que o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil
Henrique Pizzolato agiu com "má-fé" ao não efetuar o pagamento da
multa de R$ 2,054 milhões imposta a ele na condenação no processo do mensalão do PT.
Em documento
enviado ao Supremo nesta sexta-feira (14), a procuradora pede ao STF que exija
o pagamento ou a indicação de bens a serem penhorados sob pena de revogação da
liberdade condicional e o retorno à cadeia. O relator da execução penal,
ministro Luís Roberto Barroso, vai analisar o pedido.
Dodge afirmou
que um levantamento da PGR demostrou que Pizzolato tem ao menos três imóveis
além do local onde mora e dinheiro suficiente para pagar a multa.
"Resta
evidenciado que o sentenciado tinha ao tempo da condenação e ainda tem, lastro
patrimonial suficiente para satisfazer, se não integralmente, ao menos
substancialmente o pagamento da pena de multa, mas omitiu o fato. Assim, deverá
o sentenciado Henrique Pizzolato ser intimado para que, em prazo assinalado,
efetue o pagamento integral da pena de multa ou, sucessivamente, indique bens à
penhora, sob pena de revogação dos benefícios concedidos no curso da
execução", afirma Raquel Dodge no pedido.
Em 2012,
Henrique Pizzolato
foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão pelos crimes de
corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Ele fugiu do Brasil em 2013
com documentos falsos e acabou preso em 2014.
Ele foi
extraditado para o Brasil no ano seguinte e, desde o fim do ano passado,
está em
liberdade condicional – ficou livre com algumas restrições, sem poder
frequentar bares, por exemplo.
Em julho deste
ano, a PGR
informou ao Supremo que iria apurar se Pizzolato tentou ocultar patrimônio para
não pagar a multa. Pediu uma série de providências, autorizadas pelo relator da
execução penal, o ministro Luís Roberto Barroso.
No novo ofício
enviado ao Supremo, Raquel Dodge informou que foram juntadas ao processo
declarações de imposto de renda e foram realizados levantamentos sobre imóveis
do ex-diretor do Banco do Brasil.
Conforme a
procuradora, a apuração demostrou que Pizzolato transferiu imóveis para o nome
da mulher a fim de ocultar patrimônio.
"A
situação acima descrita, aliada ao fato de que o casal efetivamente não se
separou após esse fato, reforça a suspeita inicial de que houve transferência
patrimonial de Henrique Pizzolato a Andréa Haas, a título de partilha, de forma
a evitar futura constrição patrimonial, o que caracteriza má-fé", disse
Dodge.
Ela também
afirmou que os valores dos imóveis que o casal apresentou estão
subdimensionados. "Chamam a atenção, nos termos do acordo de partilha, os
valores atribuídos pelos requerentes aos imóveis, que, mesmo numa análise
superficial, parecem excessivamente baixos", escreveu.
Por Mariana Oliveira, TV Globo, Brasília

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