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Presidente
da Venezuela, Nicolás Maduro, fala durante encontro
com ministros no Palácio Miraflores, em
Caracas, em 13 de agosto
(Foto: Miraflores Palace/ REUTERS)
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Para o
presidente, aqueles que emigraram para o Peru seguindo 'cantos de sereia'
apenas encontraram 'racismo, desprezo, perseguição econômica e escravidão'.
O presidente da
Venezuela, Nicolás Maduro, pediu nesta terça-feira (28) aos venezuelanos que
abandonaram o país em meio à severa crise econômica que "parem de lavar
privada" no exterior e retornem.
"Digo a
vocês venezuelanos (...) que querem regressar da escravidão econômica: deixem
de lavar privadas no exterior e voltem para sua pátria", disse o
presidente em um ato de assinatura de convênios petrolíferos, transmitido em
rede nacional de rádio e TV.
Maduro
denunciou que os venezuelanos que emigraram para o Peru seguindo "cantos
de sereia" apenas encontraram "racismo, desprezo, perseguição
econômica e escravidão".
"Não é
possível que alguns venezuelanos que foram lavar privada no exterior tenham ido
como escravos econômicos porque escutaram que era preciso abandonar seu
país". O presidente atribui o êxodo a uma "campanha da direita"
e diz estar seguro de que os emigrantes voltarão após os resultados de medidas
econômicas que entraram em vigor há uma semana.
Fugindo da
crise econômica, da hiperinflação e do desabastecimento, milhares de
venezuelanos emigraram nas últimas semanas para Brasil, Colômbia, Equador, Peru
e Chile, gerando tensões.
Ao menos 2,3
milhões de venezuelanos - de uma população de 30,6 milhões - vivem no exterior.
Deste total, 1,6 milhão emigraram a partir de 2015, segundo as Nações Unidas.
Por France Presse

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