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Venezuelana
exibe passaporte em aeroporto em Lima, no Peru,
antes de embarcar com destino à Venezuela, na
segunda-feira (27)
(Foto: Teo Bizca/AFP)
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Grupo de 97
pessoas que estava em Lima aderiu ao plano 'volte à pátria' e embarcou em avião
de companhia estatal Conviasa nesta segunda-feira (27). Ao menos 500 mil
venezuelanos já chegaram ao Peru nos últimos meses.
Um avião
enviado por determinação do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, partiu
nesta segunda-feira (27) de Lima com cerca de 100 emigrantes venezuelanos que
optaram por voltar a seu país diante das dificuldades que enfrentavam no Peru.
No sentido inverso
da avalanche de venezuelanos que cruzaram a fronteira peruana nas últimas
semanas, estes 97 emigrantes arrependidos, entre eles 22 crianças, estavam
felizes em pegar o avião de regresso à pátria, apesar da severa crise política
e econômica que atinge a Venezuela.
"Obrigado
aos amigos que me enviaram um email sobre como o presidente Maduro havia criado
o plano 'volte à pátria'. Fui à embaixada (venezuelana) e me receberam
bem", disse à AFP Miguel Materano, 42 anos, antes de subir no avião da
companhia estatal Conviasa.
"Vou
procurar um trabalho lá (na Venezuela), o governo prometeu nos ajudar",
revelou Materano, que decidiu voltar diante da "má situação aqui no Peru e
da xenofobia" com os emigrantes venezuelanos.
Katiuska
Anselmo justificou a decisão porque não tem com quem deixar os filhos, enquanto
Yusmari Arrais não encontra trabalho porque está grávida.
Ao menos 500
mil venezuelanos chegaram ao Peru nos últimos meses, e no sábado passado
Lima passou a exigir a
apresentação de passaporte para que entrem no país, exceto para os
que pedem refúgio ao chegar à fronteira.
O pedido de
refúgio permite aos venezuelanos permanecer legalmente no Peru e conseguir
emprego, enquanto buscam uma solução definitiva para sua situação.
"Não há a
menor sombra de dúvida de que este voo (...) faz parte de um plano político
dirigido pelo próprio Nicolás Maduro, que busca desacreditar a diáspora
venezuelana no Peru", disse à AFP Oscar Pérez, que lidera uma associação
de imigrantes venezuelanos em Lima.
Na sexta-feira,
o ministro venezuelano da Comunicação, Jorge Rodríguez, garantiu que seus
compatriotas regressariam ao país após as recentes reformas econômicas adotadas
por Maduro para lutar contra a hiperinflação, que este ano deve superar
1.000.000%, segundo o Fundo Monetário Internacional.
Ao menos 2,3
milhões de venezuelanos vivem no exterior (7,5% da população), incluindo mais de 1,6 milhão que saíram do
país a partir de 2015, diante do recrudescimento da crise.
Deste total,
90% se dirigiram a países da América Latina, segundo a agência da ONU para os
refugiados (ACNUR) e a Organização para as Migrações(OIM).
Por France Presse

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