Colômbia notifica Unasul de que deixará o bloco por causa de crise na Venezuela | Rio das Ostras Jornal

Colômbia notifica Unasul de que deixará o bloco por causa de crise na Venezuela

Presidente da Colômbia, Iván Duque, fala no domingo (26)
 após votar em uma consulta popular sobre a implementação
de medidas para impor maior rigor na punição de corruptos
(Foto: Raul Arboleda / AFP)

Presidente colombiano acusa bloco de ser cúmplice do regime de Maduro ao não denunciar tratamento brutal dado aos venezuelanos. Segundo Iván Duque, organismo 'serviu aos propósitos de uma ditadura'.
O presidente colombiano, Iván Duque, anunciou nesta segunda-feira (27) que notificou a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) da decisão de retirar a Colômbia do bloco por considerar que a organização não denunciou o tratamento brutal dado pelo governo da Venezuela a seus cidadãos.
"Quero informar os colombianos de que o senhor ministro das Relações Exteriores da República [da Colômbia] enviou à Unasul a carta em que denunciamos o tratado constitutivo dessa entidade, e que em seis meses se tornará efetiva a saída da Colômbia dessa organização", afirmou Duque.
Durante uma coletiva de imprensa, o presidente colombiano criticou a Unasul por nunca ter denunciado os "atropelos" do governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e disse que o bloco não exerceu o dever de garantir que essas ações do regime chavista não constituíssem a eliminação das liberdades da cidadania.
Segundo Duque, o bloco foi criado para "fraturar o sistema interamericano" e "serviu aos propósitos de uma ditadura". Por isso, o presidente da Colômbia disse considerar a instituição como "maior cúmplice" da Venezuela.
Em 10 de agosto, o ministro do Exterior da Colômbia, Carlos Holmes Trujillo, comunicou a decisão política do país de se retirar do bloco, uma promessa que Duque fez durante a campanha presidencial.
"Seguiremos trabalhando no marco do multilateralismo regional e faremos isso apoiando a Carta Democrática Interamericana, assinada pela Colômbia, que defende a liberdade, o equilíbrio de poderes e, além disso, é fiadora de uma sociedade participativa e plural", afirmou Duque.
A União das Nações Sul-Americanas foi criada em maio de 2008 em evento no Brasil como um mecanismo de coordenação e integração para desenvolver um espaço integrado em termos políticos, sociais, econômicos, ambientais e de infraestrutura.
Com a saída da Colômbia, o grupo passará a ser formado por: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. Recentemente, o Equador também anunciou ter intenções de abandonar a Unasul.
Por Deutsche Welle

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