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©
REUTERS/Paulo Whitaker .
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O candidato do
PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, que governou São Paulo por quatro vezes,
negou nesta quarta-feira que a facção criminosa PCC comande o crime organizado
de dentro de penitenciárias paulistas e disse, durante entrevista ao Jornal
Nacional da TV Globo, que se eleito mudará a Lei de Execuções Penais.
O tucano disse
ainda que a política de segurança pública do Estado de São Paulo é "um
exemplo" e rejeitou a ideia de que a queda na taxa de homicídios no Estado
se deve ao fato de o PCC, facção nascida em solo paulista, ter eliminado rivais
e dominado o crime no Estado.
"É
inacreditável alguém dizer que 10 mil pessoas deixam de ser mortas por ano e
que a culpa disso, ou melhor, a proposta disso é o crime que fez. Não, foi a
polícia que fez", disse o tucano durante entrevista ao telejornal.
Indagado se
negava que o PCC comanda o crime organizado de dentro de presídios, apesar de
investigações policiais já terem apontado ordens vindas de dentro da cadeia,
Alckmin foi enfático.
"Claro,
mas é óbvio. Isso aí são coisas que vão sendo repetidas e acabam virando
verdade", garantiu o tucano.
"Não tem,
não tem, não tem. Nós temos scanners, nós temos controle, nós temos
penitenciária de segurança máxima antes do governo federal. Tem regime
disciplinar diferenciado, isolamento absoluto", afirmou Alckmin, que
deixou o comando do governo paulista no início de abril para disputar a
Presidência.
O tucano também
exaltou a quantidade de prisões feitas pela polícia paulista e prometeu
realizar alterações na Lei de Execuções Penais caso vença a eleição de outubro.
"Você sabe
quantos presos nós temos em são Paulo? Duzentos e vinte e oito mil presos. Nós
temos 22 por cento da população brasileira e 35 por cento da população
carcerária. São Paulo prende, cana dura. E eu sendo presidente da República vou
mudar a Lei de Execuções Penais, acabar com essa saidinha toda hora e endurecer
as penas", disse.
Alckmin também
foi questionado sobre aliados envolvidos em casos de corrupção, como o senador
tucano por Minas Gerais Aécio Neves, e o ex-governador mineiro Eduardo Azeredo,
também do PSDB e que está preso, cumprindo pena no caso do chamado mensalão
tucano em Minas.
O
presidenciável disse que Aécio ainda não foi julgado e, pressionado sobre se,
como presidente do PSDB, cargo que também ocupa, não defenderia a expulsão de
Azeredo, disse que o ex-governador está afastado da vida pública há 10 anos e
que já anunciou que se desfiliará do partido.
Alckmin também
voltou a defender seu ex-secretário de Logística e Transporte Laurence
Casagrande, preso acusado de irregularidades em obras do Rodoanel, uma grande
obra rodoviária do governo paulista nas gestões do PSDB no Estado.
"Eu acho
que o Laurence está sendo injustiçado. Espero que amanhã, quando ele for
inocentado, tenha o mesmo espaço, para fazer justiça a uma pessoa de vida
simples, uma pessoa séria, uma pessoa correta e que pode estar havendo uma
grande injustiça", afirmou o ex-governador paulista.
(Reportagem de
Eduardo Simões)

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